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MIGALHAS
“Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a região de Tiro e de Sidom.
Uma mulher Cananéia, natural dali, veio a ele, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoniada e está sofrendo muito”.
Mas Jesus não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele e pediram: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”.
Ele respondeu: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”.
A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me! “
Ele respondeu: “Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.
Disse ela, porém: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.
Jesus respondeu: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E naquele mesmo instante a sua filha foi curada” (MATEUS 15:21-28).
Gosto desta passagem e a considero como uma das mais controversas da Bíblia. Muitos leem e tentam amansar mais, deixando os termos mais leves, tentando justificar o posicionamento de Jesus, mas a verdade é uma só e muito clara, Jesus tinha prioridades em seu ministério, prioridades estas que acabaram mudando com o tempo mas que naquele momento se concentrava em pregar e curar o povo judeu. O povo que Deus escolheu para se revelar a todo o mundo e aquela estrangeira não estava em seus planos. E até o fim de sua missão, mesmo ganhando porta na cara por parte de muitos judeus, Jesus não desistiu, é claro que depois Deus levantou Paulo para ser o apóstolo dos gentios, mas Cristo a princípio não era. Muitos fazem um grande malabarismo para Justificar o ato de Jesus. Tentam explicar que os termos usados não eram ofensivos, ou que Jesus na verdade estava testando aquela mulher, o problema é que conjecturas, são conjecturas, a verdade é o que está escrito, Champlin ainda acrescenta:
“Jesus teve fazes de seu ministério entre os gentios e os samaritanos, conforme se vê no quarto capítulo de João; mas a missão de Jesus exigia que tudo, ou quase tudo, fosse feito em favor dos judeus, a fim de que se cumprissem as profecias que diziam exatamente isso. Um extenso ministério entre os gentios ou samaritanos (os inimigos dos judeus) teria cerrado definitivamente qualquer possibilidade de que a missão messiânica de Jesus fosse aceita pelos judeus (CHAMPLIN, 2014, Pg. 470)”.
Jesus tinha uma missão e devia cumpri-la, não devia atender aos cachorrinhos, termo este usado para designar pagãos (David, Alexander, 1986, Pg. 486). Lawrence Richards nos dá um pouco mais de base para esta afirmativa:
“Essa declaração é tremendamente importante. E não é uma afirmação isolada. Quando concedeu autoridade aos doze para pregar e curar, Jesus ordenou-lhes: “Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 10:5-6) […] É evidente que com o reino de Davi estabelecido, o conhecimento de Deus encheria toda a terra. Logo, até as nações gentias voltar-se-iam para o Rei (Is 11)” (RICHARDS, 2013,p. 652).
O curioso é que Cristo mesmo falou em João 6:44, que ninguém ia até ele se o Pai não lhe enviasse, mas então porque Ele falou isso para aquela mulher? Quem sabe Ele estaria testando ela como muitos afirmam, ou teria esquecido do que tinha dito em João 6:44 (como se fosse possível), mas eu sei de uma coisa, aquela mulher persistiu, aquela mulher tinha uma fé muito grande e não desistiu, pois sabia que estava diante de Deus, a sua chance era aquela ou nunca mais. Contudo, ela tinha compreendido uma coisa ainda mais interessante, como bem pontua Fritz Rienecker:
“Aqui Deus revelou aos ignorantes o que ocultou aos sábios. Sem instrução, exemplo e teologia, essa mulher gentia solucionou o enigma diante do qual os mestres da lei de Israel se tornaram tolos. Na Bíblia constavam ambas as verdades, tanto que Deus havia criado Israel para o seu reino, quanto a de que a terra ficaria repleta da sua glória” (RIENECKER, 2012, p.269).
Jesus era o Deus de todos e por mais que obedecia ao seu Pai, tendo como missão pregar ao povo judeu, Ele sabia que a sua glória se estenderia a todo o mundo, como se estendeu. Pois a declaração: E deram glória ao Deus de Israel, do versículo 31 de Mateus 15, nos dá a entender que Cristo acabou curando muito mais gentios em seu retorno ao Mar da Galileia. Onde muito provável, Ele se encontrava no lado oriental do lago (RIENECKER, 2012, p. 271).
O calvinista Spurgeon, em um de seus sermões intitulado: Como entender a doutrina da eleição, fala algo interessantíssimo sobre esta passagem:
“A fé salvadora aprende acreditar em contradições, a rir de impossibilidades e dizer, “Isso não pode ser, mas mesmo assim, será”. Nossa pobre amiga que foi golpeada pelas palavras do nosso senhor foi secretamente acolhida pela visão de Sua Pessoa”.
Eu não consigo provar se Cristo te escolheu ou não, eu sei que para esta mulher Ele não tinha vindo, como o próprio texto diz, mas Ele atendeu-a e curou a sua filha. Acredito que o segredo da vida cristã é buscar a Deus. Eu creio firmemente que se você buscar a vontade de Deus, será atendido.
Mais tarde, para provar a verdade contida nas palavras daquela mulher, Deus levantou Paulo e os gentios foram alcançados. Cristo não é um Messias exclusivo, muito menos Ele vira as costas para quem o busca, ao contrário, se você buscar o achará, pode ter certeza.
BIBLIOGRAFIA
DAVID, ALEXANDER, Pat, O Mundo da Bíblia, Edições Paulinas, São Paulo, 1986.
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013.
CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.
RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.
CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. SÃO PAULO – SP, EDITORA VIDA NOVA, 2012.
RIENCKER, Fritz, Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 2012.
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O SEGREDO JUDAICO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS – NILTON BONDER
Decidi este ano ler alguns livros de rabinos, e um dos primeiros que eu achei em minha busca foi Nilton Bonder.
O livro gira em torno da busca por respostas de encontrar uma saída quando tudo está perdido.
Este livro é sobre resolução de problemas.
Faz uso de uma tradição muito antiga que enfrentou toda a sorte de dificuldade. E a necessidade é a mãe das resoluções.
No caso particular destra tradição, condições muito favoráveis permitiram uma visão de vida bastante aguçada e perspicaz, que passou a ser popularmente chamada de Judische Kopf – ou, como a trataremos aqui, iídiche kop, literalmente “cabeça de judeu” – entre os próprios judeus (BONDER, 1995, p. 09).
Enfim, vale a pena entender o ponto de vistas destes rabinos, como eles constroem sua forma de pensar e quais são algumas de suas filosofias. Vale ressaltar que o livro é permeado de parábolas e provérbios, se concentrando em deixar o óbvio de lado para que você realmente consiga ver o outro lado dos fatos. Vale a leitura.
Editora Rocco, com 134 páginas.
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O SERMÃO DO MONTE PT 6: OS PUROS DE CORAÇÃO
“Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (MT 5:8) (NVI).
Um dos significados que o dicionário nos dá para a palavra pureza é: “Genuinidade” (DICIO, 2009). E sobre ser genuíno, nestes nossos dias de corrupção na política, igreja ou sociedade, onde muitos, por trás de suas máscaras, escondem quem realmente são, é sempre uma atitude complexa. Só me resta pedir a Deus misericórdia.
Puros de coração diz respeito aqueles que foram tocados por Cristo, que deixaram Deus entrar e foram purificados de todos os seus maus intentos. Jonh Sott explica que:
“A interpretação popular considera a pureza de coração como uma expressão de pureza interior, a qualidade daqueles que foram purificados da imundície moral, em oposição à imundície cerimonial” (1982, p. 38).
Puros de coração são os que se afastam do mal, que tem plena consciência de quem são, e do quão falhos são. Salmos 51:10 diz:
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (JFA).
Este Salmo é um grito de arrependimento de Davi, depois que ele se deitou com a mulher de Urias o heteu. O texto diz que Davi se arrependeu de seus atos e Deus o perdoou.
Eu admiro a história de Davi, pois ele era um homem falho igual a nós, cheio de erros e exageros, mas tinha um coração quebrantado e não demorava em se arrepender e pedir perdão.
Um dia um amigo budista começou a me explicar um pouco da filosofia budista. E ele disse que nós temos que buscar forças interiores, para sermos cada dia melhores e assim evoluirmos. No que ele terminou de falar eu perguntei: Olhe lá fora para as pessoas, avalie seus comportamentos, suas atitudes com o próximo e me diga se realmente o homem tem alguma bondade interior ou alguma capacidade de buscar o bem por si mesmo?
Não estou falando que o homem não pode ser bom e sim que, nós somos manchados pelo pecado e dentro de nós, em nosso coração, nada de bom que pode vir de lá. Eu gosto de uma citação de Lewis que explica muito bem isso:
“Só existe um único ser bom, e este é Deus. Tudo o mais é bom quando olha para Ele e mau quando se afasta d’Ele” (1986, p. 70).
Só Deus é bom, só há pureza n’Ele, o bem só vem d’Ele e um indivíduo puro de coração sabe muito bem disso.
Feliz é o puro de coração, a pessoa que entende a sua condição e não é hipócrita, fingindo ser o que ele não é, pois ele verá a Deus!
BIBLIOGRAFIA
DICIO. Dicio: Dicionário online de português, 2009. Pureza. Disponível em: < https://www.dicio.com.br/pureza>. Acesso em: 01 de jul. 2017.
LEWIS, C. S. O Grande Abismo: Uma Viagem Fantástica Do Inferno Para As Proximidades Do Céu. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1986.
STOTT, John. Contracultura Cristã: A Mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: Editora ABU, 1982.
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NÃO SE RENDA
Você já esteve com um problema sem solução? Já enfrentou uma situação que te fez cruzar os braços e desistir por achar insolúvel?
Eu já estive assim muitas vezes, porém sem mais nem menos quase sempre encontrava uma saída. E sobre saídas, Nilton Bonder em seu livro: O segredo judaico de resolução de problemas, nos conta uma ótima história:
“Conta-se de um incidente ocorrido num vilarejo durante a Idade Média. Uma criança foi encontrada morta. Logo acusaram um judeu de ser o assassino, alegando-se que a vítima fora usada para a realização de rituais macabros. O homem foi preso e ficou desesperado. Sabia que era um bode expiatório e que não teria a menor chance em seu julgamento. Pediu então que trouxessem um rabino com quem pudesse conversar. E assim foi feito.
Inconsolável, o homem lastimou-se com o rabino pela pena de morte que o aguardava, pois tinha certeza de que fariam tudo para executá-lo. O rabino acalmou-o, dizendo: “Em nenhum momento acredite que não há solução. Quem o tentará a agir assim é o próprio Sinistro, que quer que você se entregue à ideia de que não há saída.” “Mas o que devo fazer?”, perguntou o homem angustiado. “não desista, e lhe será mostrado um caminho inimaginável”.
Chegando o dia do julgamento, o juiz, mancomunado com a conspiração para condenar o pobre homem, quis ainda assim fingir que lhe permitiria um julgamento justo, dando-lhe uma oportunidade para provar sua inocência, Chamou-o e disse: “Já que vocês são pessoas de fé, vou deixar que o Senhor cuide desta questão. Num pedaço de papel, escreverei a palavra ‘inocente’; no outro, ‘culpado’. Você escolherá um dos dois, e o Senhor decidirá seu destino.
O acusado começou a suar frio. Tinha certeza de que tudo aquilo não passava de encenação e que iriam condená-lo de qualquer maneira. Tal qual previra, ao preparar os pedaços de papel, o juiz escreveu em ambos a palavra “culpado”. Normalmente se diria que as chances de nosso acusado acabavam de cair 50% para rigorosamente 0%. Não havia qualquer possibilidade estatística de que ele viesse a retirar o papel contendo a inscrição “inocente”, pois este não existia.
Lembrando-se das palavras do rabino, o acusado meditou por alguns instantes e, com brilho nos olhos que já mencionamos, lançou-se sobre os papéis, escolheu um deles e imediatamente o engoliu. Todos os presentes protestaram: “O que você fez? Como vamos saber agora qual o destino que lhe cabia”? Mais que prontamente, ele respondeu: “É simples. Basta olhar o que diz o outro papel, e saberemos que escolhi seu contrário” (BONDER, 2010, p. 12, 13).
Eu sei que não se resolve um problema de maneira tão fácil assim, esta história é apenas um exemplo interessante de como tudo (ou quase) tem saída, desistir não é a melhor opção. Sempre há uma solução, basta pensarmos e pedirmos socorro a Deus. Tiago 1:12 diz:
“Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam”.
Feliz é quem persevera, quem não desiste e confia em Deus. Pois perseverar é isso, não se deixar levar pela situação, não arredar o pé e seguir até o fim.
Em nenhum momento acredite que o seu problema não tem solução, em nenhum momento se entregue, deixando de lutar. Sempre há uma saída, sempre há uma solução basta perseverar. Nilton Bonder um pouco antes desta história fala algo interessante:
”A impossibilidade é uma condição momentânea: quem sabe disto não desiste. E nenhuma outra postura é tão instigadora de criatividade e intuição quanto o “não desistir”. O simples fato de permanecer no “jogo” abre opções que, fora dele, ao se “jogar a toalha””, obviamente não existiriam” (BONDER, 2010, p. 11).
Por isso continue a qualquer custo e só desista quando você realmente ter a certeza de que aquilo não mais vale a pena, ou se tornou inviável, caso contrario, se mantenha na luta e continue tentando que você achará a saída.
BIBLIOGRAFIA
BONDER, Nilton, O Segredo Judaico de Resolução de Problemas, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2010.
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RESILIÊNCIA
Conforme a física nos explica, resiliência é a capacidade de um material suportar tensões, pressões e adversidades, termo este usado pela física, porém pouco visto hoje em dia (CURY, 2016, p.147). Estamos na era do pavio curto, onde poucos aceitam críticas sem se ofender ou ficar nervoso.
Eu fui um homem pouco resiliente quando novo, qualquer coisa me ofendia, uma crítica me arrancava um pedaço e deixava-me mal por completo. Com o tempo, desenvolvi uma insegurança muito grande onde as mínimas pressões da vida me derrubavam, eu me descontrolava com pouca coisa. Com isso, comecei a perceber o quão importante era aprender a lidar com as situações desagradáveis que ao longo da vida apareciam. Por conta de diversas oportunidades perdidas, a busca por mudança foi necessária a fim de inverter este quadro que se encontrava um tanto quanto caótico.
Admiro pessoas que não sentem necessidade de se justificar, fico pasmado quando vejo estes não ligarem para responderem seus críticos, se limitando ao silêncio. Augusto Cury, em seu livro: Ansiedade 2, faz pontuações interessantes sobre quem não tem resiliência:
“Uma mente resiliente é vital para o gerenciamento da ansiedade e do estresse. Sem resiliência, generais se tornam frágeis soldados, reis se tornam meninos no território da emoção, profissionais sucumbem a crises, casais apaixonados transformam seus romances no vale das discussões, jovens fazem da emoção terra de ninguém” (CURY, 2016, p.148).
Eu não sou psicólogo, muito menos tenho a bagagem que um profissional tal qual o Augusto Cury tem, porém posso passar as atitudes que tomei para adquirir um pouco mais de resiliência e mudar um pouco a minha vida.
A primeira atitude foi: pontuar de forma clara meus defeitos, o que precisava mudar em minha vida, para que uma crítica não me magoasse. Muitas vezes nos ofendemos justamente pelos defeitos que temos. E ao não assumirmos, perdemos um boa oportunidade de mudança. Só muda quem tem consciência de suas falhas, caso contrário, é possível ficarmos escravos de nossos próprios defeitos e fracassos. Mudar é preciso sempre, ninguém é perfeito, por isso, se conhecer para buscar esta evolução é necessário para que possamos avançar mais do que retroceder.
A segunda atitude foi: cultivar amigos que fossem sinceros, pois é sempre bom entendermos como o próximo nos vê. Nem sempre o que pensamos de nós é como nós somos e ouvir uma opinião é uma ótima oportunidade para nos avaliarmos e entendermos como fazemos a nossa leitura. Só que atenção, cuidado com quem você ouve, cuidado com a opinião do próximo, as vezes quem achamos ser amigo não é, ou, como muitas vezes aconteceu comigo. Alguns amigos, por inveja deram opiniões equivocadas a meu respeito, por isso, tomar cuidado com quem ouvimos é importante para não nos enganarmos. Eu geralmente ouço mais de uma pessoa e busco pontos em comum entre eles. Se todos pensam parecidos é provável que eu seja daquele jeito. Cuidado também pelo fato de que nem todos tem capacidade de fazer bons julgamentos, esta prática não é um fim, mas um meio de tentar descobrir, sujeito a falhas de opinião.
Terceira atitude foi: parar de me justificar. Este é o mal do homem, porém nem tudo tem justificativa e às vezes o silêncio é uma melhor resposta ante um falso julgamento. Aprendi ao longo da vida que nem todos querem nos ouvir. Nem todos querem nos entender, diante disso o silêncio é uma resposta adequada para que não sigamos nos magoando ainda mais, além de encerrar o assunto de forma mais rápida e sem muitos incômodos. É claro, muitas vezes eu me justifico, penso que às vezes é necessário, mas eu evito e dependendo da pessoa, eu evito mais ainda, tem gente que não vale o incômodo.
Mas a atitude principal é ter a consciência de que ninguém é perfeito. Todos tem alguma falha e entender isso não é só ser benevolente com o próximo, mas também consigo:
“Quem desenvolve resiliência adoça a vida, mesmo que ela tenha sido amarga; torna-se generoso, mesmo que tenha sido excluído; contempla o belo, ainda que não tenha tido motivos para ser feliz; julga menos e se entrega mais (CURY, 2016, p.169).
Hoje, com mais de três anos escrevendo para o blog, a resiliência tem feito parte da minha vida. Pois afinal, são muitos os que elogiam, mas também muitos os que criticam e para cada um deles tento dar uma resposta adequada, seja com o silêncio ou com palavras. Nilton Bonder tem uma conclusão genial sobre o assunto:
“A imponência do cedro, com sua rigidez e suas muitas raízes, se mostra frágil quando se faz necessária a maleabilidade. Dobrar-se à vida é muitas vezes uma estratégia mais adequada do que confrontá-la” (BONDER, 2007, 86).
Neste mundo caótico, aprender a lidar com nossas emoções é fundamental para vivermos em paz, e ser resiliente é peça chave para um bom viver. Se eu pudesse definir uma pessoa de sucesso eu diria que é alguém satisfeito com o que tem e em paz! Que ao meu ver são os dois dos principais resultados que a resiliência nos traz.
BIBLIOGRAFIA
CURY, Augusto. Ansiedade 2: Autocontrole Como Controlar o Estresse e Manter o Equilíbrio. São Paulo: Editora Benvirá, 2016.
BONDER, Nilton. O Sagrado. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2007.
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OUVIR OU ESCUTAR?
No livro O Monge e o Executivo, John, o protagonista da história, no primeiro dia de aula no mosteiro, enquanto pensava em como iria se apresentar aos outros alunos, como é feito em muitas faculdades e cursos, é convidado pelo professor a repetir o que sua colega de classe tinha acabado de falar. Constrangido por perceber que não tinha ouvido nada do que a colega disse, ele pede desculpas, percebendo o seu erro em não escutar o próximo (HUNTER, 2004, p. 22-23).
Este mesmo sentimento eu tenho quando estou com algumas pessoas, onde na ânsia de contar as suas novidades, deixam de prestar atenção no que falamos, normal, eu faço isso às vezes. O que muitas vezes não nos damos conta é que ouvir e escutar são duas coisas muito diferentes e segundo o dicionário:
“O significado de ouvir remete ao sentido da audição, é aquilo que o ouvido capta. Já o verbo escutar corresponde ao ato de ouvir com atenção” (Site Significados).
O Dr. Normam Wright no livro Aprendendo a Amar, de Josh McDowell, explica que:
“Ouvir é basicamente tomar conhecimento do conteúdo da informação para o uso próprio. Escutar é estar atento e mostrar empatia para com a pessoa que está falando […]. Ouvir significa que está preocupado com o que está se passando em seu interior durante a conversa. Escutar é uma demonstração de compreensão dos sentimentos e do apreço que sente pelo outro” (apud MCDOWELL, 2001, p.51).
Confesso que eu já vivi com a missão de apenas ouvir. Escutar dá trabalho, faz nos colocarmos na situação do amigo, nos preocuparmos e termos empatia. Ouvir é um sentimento mais egoísta, é pensar apenas em como nos comunicar e de preferência, fazer com que a nossa mensagem fique bem mais clara aos nossos ouvintes. E a pergunta que eu quero trazer com este texto é: Você tem ouvido ou escutando mais?
Eu tenho uma mania, constantemente pergunto aos amigos o que eles acharam da pregação de domingo. Não faço isso pra pagar de bonzão, faço apenas para saber o quanto a igreja tem ouvido e o quanto tem escutado.
Neste mundo conectado, onde o acesso à informação e a oportunidade de falarmos o que pensamos é algo comum, tenho vistos poucos escutando. Todos querem ser ouvidos, todos querem passar a sua mensagem (até eu). Mas poucos querem escutar, ter empatia e entender a dor do outro.
Estamos a cada dia mais conectados, porém, muito mais sozinhos, com mais informações na ponta do dedo, porém, com pouca reflexão, com milhões de seguidores mas ninguém para nos escutar. Quando vamos começar a escutar? Quando prestaremos atenção no próximo tentando entender o que ele tem a dizer?
Para ouvirmos basta não sermos surdos e para escutarmos basta não sermos egoístas. Diante disso, você tem que se perguntar como você quer ser visto pelos outros e caminhar para uma mudança.
BIBLIOGRAFIA
HUNTER, James C. O Monge e o Executivo: Uma História sobre a Essência da Liderança. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.
MCDOWELL, Josh. Aprendendo a Amar: Sexo Não é o Bastante. São Paulo: Editora Candeia, 2001.
OUVIR E ESCUTAR. In: ENCICLOPÉDIA SIGNIFICADOS. Porto: 7 Graus, 2024. Disponível em: <https://www.significados.com.br/diferenca-entre-ouvir-e-escutar>. Acesso em: 21/06/2017.
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JUGO DESIGUAL
Cresci ouvindo que o cristão tem que tomar cuidado com o jugo desigual, namorar ou casar com alguém que não professa a mesma fé era um pecado. Diante disso, pastores davam inúmeros possíveis problemas que podiam acontecer com quem se casasse com um não cristão.
O engraçado era que cristãos continuavam a se separar e o mais engraçado ainda é que alguns casais que tinham um dos cônjuges que não eram cristãos, continuavam firmes. Contudo, o que o texto bíblico realmente fala? Este jugo desigual é um casamento entre pessoas que não professam a mesma fé ou não? E aí, é ou não é pecado? É o que vamos ver neste texto.
Vou primeiro analisar o assunto à luz da Bíblia, para depois dar a minha opinião sobre o tema, mas já vou adiantando, entender plenamente este versículo é muito complicado. 2 Coríntios 6:14 diz:
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (ACF).
Jugo é uma canga que era colocada em animais para atrelá-los a fim de que pudessem puxar algo. Imagine dois animais de tamanhos bem diferentes, atrelados um ao lado do outro, tentando puxar uma carroça ou arado, seria um caos. Diante disso, muitos interpretam como se este versículo estivesse falando de casamento. Muitos comentários bíblicos, pastores e teólogos têm a mesma conclusão, contudo, o termo jugo raramente é usado em assuntos sobre casamento:
“Tradicionalmente, esse texto tem sido interpretado como uma proibição do casamento entre um cristão e um não cristão. No entanto, a metáfora de um jugo é raramente empregada na antiguidade para referir-se ao casamento, e não há absolutamente nada no contexto que, da forma mais remota, indique que o casamento esteja em foco aqui” (FEE; STUART, 2016, p. 94).
Ao contrário, quando lemos com cuidado, vemos que o contexto do texto fala sobre adoração pagã:
“Paulo faz uma digressão para exortar os seus leitores a que nada tenham que ver com a adoração pagã, mas a que levem uma vida santa de reverência a Deus. O apelo não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos significa aqui não participar na adoração pagã com os incrédulos” (CARSON; FRANCE; MOTYER; WENHAM, 2012, p. 1801).
E isso fica claro por conta de algumas perguntas retóricas que se seguem nos versículos 14 ao 16, vejamos: Que comunhão tem a justiça e a maldade? Luz com trevas? Que acordo existe entre Cristo e Belial? O fiel e o incrédulo? O templo de Deus e os ídolos? E a afirmação do versículo 17 também dá a entender que era um ambiente impuro, pagão.
O contexto todo nos mostra que ele fala de adoração pagã, principalmente a parte de Cristo e Belial, entre o templo de Deus e ídolos. Em uma cidade como Corinto, onde a adoração pagã era comum, o texto aconselha os cristãos a não se misturarem a estas práticas pagãs, ouvindo e dando oportunidade para estes falsos mestres falarem. Mas, como falei no começo do texto, esta passagem é de difícil interpretação, a opinião não é unânime entre teólogos e pastores, porém acho complicado aplicar isso no quesito casamento, pois o texto não menciona nada sobre casamentos.
Contudo, vamos ser sinceros, é possível fazer uma aplicação prática quanto ao casamento. Afinal, a pergunta principal é: Que comunhão, que em grego é koinónia (e significa comunhão, comunhão espiritual, partilha, comunhão no espírito), pode haver entre coisas tão opostas como Luz e trevas (v. 14). O que há em comum entre o crente e o descrente? E por aí vai. A convivência entre duas coisas tão opostas assim é impossível, diante disso, um casamento entre duas pessoas tão diferentes se torna complicado, talvez em alguns momentos impraticável. Afinal, mais dia ou menos dia, você terá alguns sérios problemas, como por exemplo: em que religião criar meu filho? E muitos outros exemplos que surgem durante o tempo. Porém, eu nunca diria que o casamento com cônjuges não convertidos seria um pecado, acho uma afirmação complicada.
Como eu disse no começo do texto, conheço inúmeros casais, tanto cristãos quanto não cristãos, que vivem bem, alguns deles, por sinal, levam e buscam suas mulheres nas igrejas sem problemas. Em contrapartida, conheço alguns casais cristãos que vivem um verdadeiro inferno.
Aos casados com cônjuges não cristãos, Paulo dá um conselho: não se separarem (1 Coríntios 7:13). E ainda acrescenta que o marido descrente é santificado pela mulher (1 Coríntios 7:14). Não significa que ele será salvo por osmose, e sim, que aquele espaço será um local que pertence a Deus, um ambiente de santidade cercado das bênçãos de Deus. (BOOR, 2004, p. 124). Mas lembre-se, o conselho é aos casados, não a quem vai casar.
Contudo, expresso agora a minha opinião.
Não é o ser ou não ser cristão que determinará o sucesso do seu casamento. Afinal, conheço cristãos que batem em suas esposas, traem e vivem seu casamento de maneira autoritária e egoísta. E conheço não cristãos que vivem otimamente bem, com um relacionamento harmonioso e em parceria. O que vai definir é a forma com que você conduz o seu casamento e quem você coloca como centro do seu casamento, se é o seu ego ou Deus.
Porém, não esqueça que viver com um não cristão tem os seus pontos complicados. Você pode se sentir solitário por não ter quem te acompanhar na igreja e nos ministérios. Quem sabe também que, com o tempo, ele possa implicar com o fato de você ir muito à igreja e muitos outros problemas que poderíamos listar, ou quem sabe você não terá problema algum, é impossível saber, só o tempo de casado dirá.
É claro que casar com um cristão não é a certeza de viver uma vida de flores, mas pode ser a certeza de ter alguém que te entenda e que pode caminhar com você como um companheiro de caminhada e em oração.
Se eu pudesse te aconselhar, eu diria: não case com um não cristão ou pense bem e tente colocar tudo na balança antes de qualquer decisão. Pense também se você não está sendo um pouco apressado, ou se lá no fundo, algo lhe diz que você não deveria nem casar nem namorar, quem sabe isso seja um sinal para não continuar. Porém, eu nunca diria que a sua decisão seria um pecado, talvez uma decisão complicada, mas não pecaminosa. No mais, que Deus ilumine a sua decisão.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2013.
BOOR, Werner de. Carta aos Coríntios: Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2004.
CARSON. DA.; FRANCE , RT.; MOTYER, J. A.; WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.
FEE, Gordon D.; STUART, Douglas. Entendes o que lês?. São Paulo: Editora Vida Nova, 2016.
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IDENTIDADE PERDIDA- RICARDO BARBOSA
Faz pouco tempo que aprendi a gostar dos livros do Ricardo Barbosa e diante desta verdade, tenho uma enorme dificuldade de listar os melhores entre eles, gosto de todos e cada um tem a sua particularidade. Ler um livro do Ricardo é ter a certeza que os assuntos serão muito bem abordados, com coesão e com uma linguagem acessível.
O livro Identidade Perdida tem uma profunda capacidade de confrontar o homem, suas mazelas e sua competente capacidade de se distanciar de Deus.
“O chamado para ser discípulo de Cristo – usando uma afirmação insistente do Dr. Houston – é um chamado para sermos transformados de indivíduos para pessoas em Cristo. O indivíduo é o ser fechado em si mesmo, inseguro, que insiste em fabricar sua própria realidade” (BARBOSA, 2014, p. 11).
Ele analisa a humanidade em tempos pós-modernos e que impacto isso traz a igreja, qual é o nosso chamado e por aí vai. O livro nos convida a olharmos para a cruz, prestarmos atenção no ensino da palavra e renovarmos nosso encontro com Jesus.
Editora Encontro e Esperança, 139 páginas.
BIBLIOGRAFIA
BARBOSA, Ricardo, Identidade Perdida, Editora Encontro, Curitiba, 2014.
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SEJA A PESSOA CERTA
É normal ouvirmos solteiros falarem: Eu ainda não casei porque não achei a pessoa certa. Diante desta premissa Josh Mcdowell faz uma pergunta interessante para um jovem que estava à procura de uma esposa que tivesse certas qualidades:
“Perguntei-lhe se as qualidades que procuravam numa esposa eram encontradas em sua própria vida” (MCDOWELL, 2001, p. 20).
Mais importante que encontrarmos a pessoa certa é sermos a pessoa certa. Seria hipocrisia demais exigirmos de uma pessoa algo que não somos, não acha?
Tenho lido alguns livros sobre casamento desde que eu estava na eminência de casar. Eu sei que conviver com uma outra pessoa, com costumes diferentes, vivencias e criação diferente não é fácil, por isso procurar ajuda de quem já está casado há um bom tempo é importante.
Mas nesta minha nova missão o que tenho tentado viver é justo o que este autor aconselhou: ser a pessoa certa. Aquele que cumpre com a sua palavra e que trata a esposa com o carinho que eu queria ser tratado, sem exigir um retorno, sem querer que ela faça o mesmo, fazendo isso em nome do amor e do que sinto por ela. Afinal a reciprocidade deve ser algo natural, resultado de um amor sincero, nascido através de uma doação, de uma entrega.
Mas Josh Mcdowell faz uma outra pergunta que acho interessante:
“Como é possível tornar-se a pessoa certa? Primeiro, é importante reconhecermos que nossa vida amorosa será sempre um reflexo de nossa probidade (integridade) de caráter” (MCDOWELL, 2001, p. 20).
O que você é e como age, determina como será o seu casamento. Se sabe lidar bem com problemas, se é bem resolvido emocionalmente, se encara a vida com leveza e tenta ser sempre compreensivo com o próximo, já tem um bom caminho andado para o casamento feliz.
Há pouco tempo antes de casar, uma amiga, que já havia passado por dois casamentos e era frustrada com relacionamentos me disse: Tudo isso que você diz é bonito, mas muda rápido, logo você cansa e se separa.
Eu nem soube responder, quem sou eu para falar de algo que eu comecei a viver faz pouco tempo, porém uma coisa eu posso dizer. Qualquer relacionamento, seja amizade, família ou casamento, que tem como foco o próprio umbigo é fadado ao fracasso.
“O casamento é um compromisso de dar e receber: Você precisa estar disposto a dar exatamente o que deseja receber” (MCDOWELL, 2001, p. 21).
Vida a dois, como a frase bem diz, deve ser vivida como uma parceria, com compreensão e amizade. Casar para ser feliz é o sucesso do fracasso, agora, casar pra fazer o próximo feliz, já é uma boa receita.
Você procura uma pessoa “certa” para casar? Então seja esta pessoa, seja o compreensivo, seja o paciente e o bom amante, não espere do próximo, faça você primeiro.
Jogar expectativa no cônjuge é fácil, agora olhar para nossas próprias atitudes, tentando sempre ser o melhor que é o desafio e penso eu ser este um dos segredos.
BIBLIOGRAFIA
MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001.
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A CRISE DA INFORMAÇÃO
A minha crítica nestes tempos incertos de crise, mudanças na lei trabalhista e educação é no quesito “informação”.
Nesta guerra de esquerda e direita, os exageros postados em redes sociais aliado as mentiras e manipulações, nos trazem um sentimento de insegurança e medo.
São poucos os diálogos construtivos, é quase inexistente o debate honesto em nome da verdade. O intuito da maioria dos militantes de qualquer lado é apenas defender seu quinhão, ninguém quer discutir ideias, saídas inteligentes para a economia ou combater a injustiça que virou endêmica.
Soma-se a isso um governo corrupto, que não se interessa em defender lado algum, apenas interessado em explorar o povo ou tirar o seu bocado do trabalhador desinformado.
Eu já nem sei em quem acreditar, não sei se as mudanças serão úteis ou nocivas, só sei que a massa desinformada segue o fluxo, enquanto políticos gargalham na nossa cara.
Já cansei de falar que povo dividido é povo conquistado. Ou que a desinformação destrói tal qual câncer e que a população ainda não aprendeu a não ser manipulado.
A nossa crise não é só econômica, o nosso problema não é só falta de dinheiro. É falta de cultura, falta de estudo para não irmos na onda de manipuladores. A nossa crise é de educação, de interpretação de texto e falta de leitura. Para que assim, as pessoas parem de compartilhar bobagens, ir na onda de notícias tendenciosas ou mentirosas.
Não estou com isso defendendo um lado, muito menos torço para que a esquerda ou direita se extinga. O que eu queria é que o povo fosse mais antenado e entendessem que na política brasileira só tem dois lados: Nós e eles.
Não existe político salvador, não existirá bonança enquanto não brigarmos por mudanças drásticas, pelo fim de privilégio político ou altos salários. Não existirão mudanças, enquanto não formos a rua protestar contra a corrupção, contra jeitinho político e contra a impunidade.
Vá em frente, lute por um lado, mas não passe a mão na cabeça de político ladrão, seja ele quem for. Amigo, vá a luta, mas não se esqueça que enquanto a crise está pegando aqui em baixo, lá em cima a conversa é outra, a amizade rola solta e a conta dos gastos eles mandam para nós.


