Início

  • O SERMÃO DO MONTE PT 19: ANSIEDADE

    “Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?” (Referência: MT 6:25-34) (NVI). 

    Não é coincidência que este texto venha logo após o aviso de que é impossível ter dois senhores, Deus e o dinheiro. Pois este texto é a continuação ao aviso, e se estende a quem se preocupa demais com o vil metal.

     O texto que vai do versículo 25 ao 34, começa falando para não nos preocuparmos. O texto não fala não trabalhe, ou fique de braços cruzados, ele fala não se preocupe. Ou conforme algumas traduções como a Almeida Século 21: Não fiqueis ansiosos. Que vem de uma raiz grega e significa distrair (CHAMPLIN, 2013, p. 331).

    Confesso que quando eu escrevi este texto e estudei esta passagem estava desempregado e prestes a me casar. A frase não fiqueis ansiosos, não caía bem para quem tem contas e não tem um trabalho.  Estamos em um período econômico complicado, onde ficar desempregado não é algo tão legal assim. Mas o texto diz para não nos distrairmos com isso, as coisas do mundo são distrações que tiram o propósito da nossa vida, o real foco, nossa verdadeira missão.

    Afinal, quem é que alimenta as aves do céu? (v. 26) Quem é que consegue acrescentar algum tempo de vida, por conta de sua preocupação? (v. 27). Deus cuida de nós, é Deus que provê a todos, por isso que, se preocupar é uma bobagem. É claro que é muito normal, principalmente se somos pais de família, mas a Bíblia nos convida a confiar em Deus.

     “Viver o reino significa deixar nossa vida aos cuidados do Pai, a fim de que possamos nos concentrar no que realmente importa, buscando “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”” (RICHARDS, 2013, p. 632).

    O interessante é que o texto fecha com chave de ouro alguns importante assuntos abordados em versículos passados. Não junte tesouros terrenos (v. 19), aprenda a olhar para a luz (v. 22), ninguém pode servir a dois senhores (v. 24). Encerrando o tema falando quem realmente provê e a quem devemos ter como prioridade.

    No começo do texto eu falei que estava desempregado, em meio a este período de crise e prestes a casar. O que eu não falei é que eu não estava preocupado. Não porque eu me achava melhor do que os outros, mas porque nesta minha caminhada aprendi a confiar em Deus. É Ele que nos supre, é Ele que cuida de nós, e mesmo em meio a lutas, Ele sempre provê a saída e nunca nos deixa na mão, sendo que, no fim, deu tudo certo, consegui um emprego e estou seguindo bem, graças a Deus. Confiar é largar o controle e ter a certeza de que no fim dependemos apenas dele.

    BIBLIOGRAFIA

    CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.

  • BRASIL POLIFÔNICO – DAVI LAGO

     

    Estamos em ano de eleição e em meio a uma crise que afeta a todos os setores da sociedade. Diante deste cenário, nada mais lógico do que procurarmos ferramentas, livros e materiais com o propósito de fazer com que o nosso senso crítico se aprimore ainda mais. É importante termos uma visão ampla do assunto, entendendo os problemas e desafios sem deixar de olhar para a história, nos lembrando dos erros e acertos e aprendendo com eles, para que possamos mudar, sendo que é com este viés que o ótimo livro tem o seu início.

    O autor começa a sua obra olhando para o passado, nos mostrando como crises sempre fizeram parte da nossa vida. Ele também nos lembra como a tecnologia avançou com uma rapidez incrível, culminando em uma sociedade hipercomplexa e intensa. A contradição é que quanto mais temos informação, mais estamos perdidos e desinformados.

    O livro continua e fala dos evangélicos e a política, sobre direitos humanos, liberdade religiosa e laicidade. Tudo regado a bons argumentos e ótimas reflexões. Aproveito para destacar a ênfase que o autor dá sobre o tema “tolerância e razão” no capítulo 4, o argumento é ótimo e bem lúcido. E também o capítulo 5 que fala sobre liberdade religiosa e laicidade. O autor fez realmente a lição de casa e construiu um belo panorama histórico sobre o tema

    Brasil Polifônico é mais que um livro de críticas, é uma ferramenta que visa produzir um senso crítico, informação e insights com a finalidade de construirmos um Brasil melhor. Enfim, é uma bela obra, vale a leitura.

     

    Editora Mundo Cristão, 208 páginas

  • LIÇÕES QUE APRENDI COM A MINHA BANDA

    Fui líder e principal compositor de uma banda chamada Hawthorn. Foram mais de dez anos, dois CDs e dois EPs gravados e muitos shows pelos inúmeros cantos deste nosso Brasil. Todavia, não é fácil ter uma banda, investir dinheiro em um gênero que não dá retorno, não é para todos. Conviver nem sempre é fácil e onde tem pessoas têm conflitos, nunca se esqueça disso. Mas apesar dos problemas, existem sempre lições que levamos para a vida toda, seguem-se algumas que eu guardei para a minha caminhada.

    Nem sempre o que fazemos agrada o próximo: Esta é uma das verdades que eu nunca mais esqueci. Muitas vezes eu passava dias compondo, escrevendo, trabalhando em músicas, para depois ninguém gostar. Normal, ninguém é obrigado a gostar, cada um tem o seu gosto e muitas vezes é impossível compor algo que agrade a todos. Contudo, esta situação que na época não era fácil enfrentar, me fortaleceu, me obrigou a aprender a lidar com críticas, que na época eu não sabia lidar. Foram momentos no qual tive que me conhecer, lidar com meus defeitos e evoluir na marra. Hoje uma crítica negativa não me atinge da forma como atingia, eu sei muito bem como lidar com ela e usá-la para crescer e progredir.

    Cada um tem a sua velocidade: Esta foi à segunda lição que aprendi, uma das lições mais difíceis, pois eu sou um cara muito motivado, quando entro em uma empreitada costumo vestir a camisa de um projeto e dedicar todo o tempo que eu posso para ver ele acontecer. Mas nem todos são assim, alguns são mais lentos e não tem a mesma motivação. Penso que é aí que o papel do líder vai determinar o bom andamento. Pois além de respeitar a velocidade de cada pessoa envolvida, ele tem que cuidar para que os membros possam ter uma velocidade parecida. Pois algumas vezes a lentidão desanima os outros participantes do grupo. 

    Liderar é delegar: Esta foi uma das primeiras lições que aprendi. Quando montei a banda eu era um rapaz novo, sem muita experiência e com muitos medos. Eu demorava em delegar as coisas, algumas vezes por medo, receio de ser traído. Isso gerou um desgaste muito grande e uma época eu não mais quis saber da banda, estava cansado de tudo por fazer muita coisa. Foi aí que tive que aprender a delegar, para que o fardo ficasse dividido e um pouco mais leve. Quem não delega carrega tudo nas costas, se cansa e mais dia ou menos dia pode desanimar e querer abandonar tudo.

    Conviver é respeitar e não aceitar: Respeito, isso nós aprendemos ou nos obrigamos a aprender quando montamos uma banda. Pois afinal, são muitas pessoas, cada uma com sua forma de pensar e você tem que respeitar. Respeitar a opinião alheia não é aceitar, e sim entender o seu direito de ser e pensar como quer. Assim como você é livre, ele também é, então respeite, simples assim.

    Nem sempre todos têm a sua motivação: Em um projeto, alguns membros envolvidos não vestem a camisa como você ou os outros membros vestem. Isso não significa que aquela pessoa não gosta do que faz, e sim, que ela tem mais de um projeto ou motivação. Entender que algumas ótimas pessoas não têm as mesmas motivações que você é o segredo para não achar que aquela pessoa não quer mais estar envolvida naquele projeto. Respeite as motivações e trabalhe esta questão para que todos entendam. Contudo, se na sua empreitada todos estão animados, corre o risco de uma pessoa assim ficar para trás e acabar saindo da banda, por se sentir destoada do grupo.

    Aprenda a hora de parar: Quando eu montei o Hawthorn eu estava tentando realizar um sonho de muitos anos, além de tocar um estilo musical no qual eu gostava e ainda gosto muito. Foi um sonho gravar os CDs, tocar em vários cantos do país, abrir o show de algumas bandas importantes, e fazer muitos contatos. Todavia, as mudanças na formação me desanimaram, e eu tinha que lidar com esta questão sempre que um músico saía, principalmente quando o vocal, característica mais marcante de uma banda, abandonava o projeto. É sempre difícil substituir uma pessoa, ainda mais quando os antigos músicos eram pessoas competentes. Eu demorei em encerrar o projeto, com isso me desgastei muito. A força que eu tinha para encerrar a banda e montar uma nova eu usei para manter a banda viva e isso me cansou. Aprenda a hora de encerrar, ou dar um tempo. Assim você não se desgasta e se abre para novas oportunidades. É um desafio entender quando termos que persistir e quando temos que parar, não existe uma fórmula para saber, seja bem vindo ao mundo das decisões.

    Eu tenho um carinho muito grande por todos os músicos que fizeram parte da banda. Eu sei que errei muito como líder, em minha ânsia de acertar terminei por magoar alguns, mas eu sei que também tive muitos acertos.

    Guardo na lembrança muitas histórias, alguns importantes ensinamentos que recebi destes membros eu guardo com cuidado e sou grato por toda a ajuda e crítica que tive dos amigos de fora da banda. O Hawthorn foi um sonho, um momento que passou, mas que deixou suas marcas. Espero logo, quem sabe, começar um novo projeto, mas, enquanto isso não é possível, sigo as minhas outras motivações.

  • A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO: O IMPOSTOR QUE VIVE EM MIM: BRENNAN MANNING

    “O silêncio não é simplesmente a ausência de barulho nem a interrupção da comunicação com o mundo exterior, mas um processo para se alcançar a tranquilidade. A solidão silenciosa faz avançar para o discurso honesto. Não estou falando de isolamento físico; aqui, solidão significa estar a sós com o Único, conhecer o Outro transcendente e desenvolver a consciência de sua identidade como amado. É impossível conhecer outra pessoa intimamente sem dedicar tempo para ficar junto dela. O silêncio faz da solidão uma realidade” (MANNING, 2007, p. 62).

    Não consigo ler este trecho do livro do Brennan Maning, sem fazer uma ponte sobre o que Cristo disse sobre oração lá em Mateus 6:6:

    “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará” (NVI).

    A grande verdade é que somos seres barulhentos, não conseguimos ficar em silêncio um minuto que seja, em contrapartida eu pergunto: Como ter um relacionamento verdadeiro com Deus se não ficamos a sós em oração com Ele? Como mudar nossa vida, guardar seus mandamentos se não buscamos a Ele? Sobre os benefícios de se gastar um tempo com Deus, quase no meio do capítulo deste ótimo livro, Brennan Manning conclui:

    “Gastar” tempo com Deus de forma consciente capacita-me a falar e agir com uma força maior, perdoar em vez de alimentar a última ofensa ao meu ego ferido, agir com generosidade nos momentos mais banais. Enche-me de poder para que eu seja capaz de abandonar o “eu”, pelo menos temporariamente, num contexto maior que o meu mundinho de medos e inseguranças, apenas me aquietar e saber que Deus é Deus” (MANNING, 2007, p. 64).

    O que podemos aprender com este livro? Uma das lições importantes é que a quietude, a busca silenciosa por Deus é fundamental para sobrevivermos espiritualmente.  Andar neste barulhento mundo sem um tempo de solitude com Deus é impossível.

    Não há mudança fora de Deus, não há vida sem Ele e sem constantemente buscarmos a Ele. Busque a solitude, ore a Deus em silêncio e entenda a necessidade desta prática para a vida cristã. Como vamos ouvir Deus se não paramos para ouvir o que ele tem a falar?

    BIBLIOGRAFIA

    MANNING, Brennan, O Impostor que Vive em Mim, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2007.

  • O SERMÃO DO MONTE PT 18: DINHEIRO

     “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (MT 6:24) (NVI). 

    Eu constantemente ouvia de alguns amigos que a minha igreja pregava o evangelho da pobreza. Eles volta e meia afirmavam que eu acreditava em uma vida de miséria. Eu nunca acreditei que ser cristão é ser pobre, porém, eu acredito que para tudo há um limite, não precisamos de tanto assim para viver e nem tão pouco para não passar necessidade. O que faz lembrar-me de um texto de Provérbios que considero um importante guia, quando o assunto é este:

    “Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor?’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus” (Provérbios 30:8-9) (NVI).  

    Poderíamos resumir este texto em uma só palavra: “equilíbrio”. É disto que o texto fala. E quando falamos em equilíbrio, não discorremos apenas da vida financeira é em tudo. Segundo o dicionário, equilíbrio significa: “Controle emocional; onde a condição mental é estável; autocontrole”. Ou seja, é saber muito bem o que se quer, ter limites, ser comedido e não se deixar levar por emoções, afinal são elas que nos pegam.

    Mas o texto começa falando que é impossível servir a dois senhores. Lembrando que servir em grego significa servir como escravo. Em muitas Bíblias a palavra foi mudada, deixando o significado pobre. Mas o que o texto quis nos passar é: É impossível ser escravo de dois senhores. Seria até uma falta de lógica não é? Pois, por mais que naquele tempo um escravo poderia trabalhar para dois senhores, só um era o dono (CHAMPLIN, 2013, p. 330).

    Mamom aqui é a transcrição da palavra aramaica e significa riqueza (STOTT, 1982, p. 164). Mas também denominava um deus pagão.

    Nem todos concordam que a riqueza é um mal, nem todos aceitariam este versículo, onde provavelmente passariam de largo, ou achariam alguma outra forma de explicá-lo, porém não tem como fugir, o texto é claro. Ou você serve a Deus, ou o dinheiro, ou você se dedica ao Deus eterno, todo poderoso, ou dedica a sua vida a algo que o homem criou e é finito, as duas coisas não tem como:

    “Em seu livro Seu Dinheiro em Épocas de mudanças, o escritor Larry Burkett assinala que se encontram na Bíblia mais de 700 versículos mencionando dinheiro e bens, e que dois terços das parábolas de Jesus estão relacionadas com dinheiro e bem. Jesus sabia como os corações dos homens poderiam dividir-se entre Ele e o dinheiro, e deixou claro que precisamos escolher a quem servir, além de agir de modo responsável com o que temos” (MCDOWELL, 2001, p. 173).

    Equilíbrio, é este o segredo da vida cristã. É saber do que precisamos, é entender que o poder e a riqueza corrompem, por isso, manter sempre um pé atrás é importante. Millôr Fernandes tem uma frase que resume bem isso:

    “O importante é ter sem que o ter te tenha”.

    Pois as vezes o que existe para nos ajudar nos engole e nos afasta de Deus. O dinheiro que pode nos trazer um conforto, torna-nos escravos, o que vem para ajudar acaba atrapalhando.

    Temos apenas uma prioridade que é Deus, apenas um senhor eterno que é o nosso Pai, e não podemos dividir nossa vida com coisas que não tem valor algum. Só existe um senhor e quando nos afastamos d’Ele por riquezas, estamos servindo um reflexo de nós mesmos, e abandonando o único que é real e poderoso.

    BIBLIOGRAFIA

    CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.

    STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982.

    MCDOWELL, Josh, Aprendendo a Amar, Sexo Não é o Bastante, Editora Candeia, São Paulo, 2001.

  • CRISTÃO

    Quando fiz a pesquisa do meu trabalho de conclusão de curso (TCC) da graduação em teologia, meu orientador deu a ideia, muito boa por sinal, de incluir uma pergunta ambígua, para tentar perceber a reação dos entrevistados ante a pergunta: “O que você acha dos evangélicos? E dos cristãos?”.

    Na teoria as duas nomenclaturas falam do mesmo tipo de pessoa, ou seja, daquele que segue a Cristo. Curiosamente e de forma unânime, as respostas afirmavam justamente o contrario. Quase todos que responderam o questionário afirmaram que o termo evangélico era dirigido as pessoas legalistas, falsas e bitoladas e o termo cristão era dirigido aos seguidores de Cristo. Eu costumo dizer que não gosto de nomenclaturas, mas as uso, pois prefiro deixar definido quem sou ao invés de deixar que me definam de forma equivocada. E o que eu costumo me definir é justamente de cristão, gosto desta expressão.

    Curiosamente a palavra cristão aparece três vezes na Bíblia, a primeira vez em Atos 11:26, depois em Atos 26:28 e por fim em 1Pedro 4:15-16. E eu considero a sentença perfeita para descrever um seguidor de Cristo, afinal, cristãos significa: Seguidores de Cristo, a palavra foi cunhada pelos gentios de Antioquia (CHAMPLIN, 2014, 288):

    “Lucas acrescenta o detalhe interessante de que foi em Antioquia que os que creram foram inicialmente chamados “cristãos”, provavelmente primeiro como uma forma de zombaria por gentios incrédulos. Os judeus incrédulos não acreditavam que Jesus fosse o Cristo, e os que criam jamais são retratados como se referindo com esse termo a si mesmos, preferindo “discípulos”, ”santos”, ou “irmãos”” (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 1629)

    Com isso, o que a principio começou como zombaria no fim passa a designar aquele que segue a Cristo. Porém, apesar dos rótulos ou nomenclaturas que usamos para designar um discípulo de Jesus, a vida cristã é uma vida calcada na pratica, no saber, estudar e entender a palavra e no agir, praticar o que nos foi ensinado.

    Não adianta termos a nomenclatura mais elaborada (seja crente, evangélico, discípulo de Cristo, ou seja lá o que for)  se a nossa vida não reflete o que somos. Ser um discípulo de Cristo é ter a sua vida como exemplo principal a seguir, é refletir seus ensinos, é ser desafiado por seus mandamentos.

    Não adianta você se denominar algo, se você não vive este algo, não adianta representar, pois muitos, ou a maioria, verão que suas ações não refletem o que você fala. Ser cristão é viver como Ele viveu, é ser seu imitador. Uma missão difícil, eu sei, mas possível, é só tentar. E penso que se não formos hipócritas, não vendermos uma imagem de algo que não somos já é um bom começo.

     

     

    BIBLIOGRAFIA

    CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012

    CHAMPLIM, Rn. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014

  • CONTRA O RELATIVISMO

    Tem sido interessante a experiência de fazer uma segunda graduação, ainda mais que o meu curso não tem qualquer relação com teologia. Diante disso, tenho trocado experiências com diversas pessoas, de diversas religiões ou credos, e tenho crescido muito com isso. É sempre bom ouvir o outro lado, é importante sairmos de nossa zona de conforto e conviver com quem não pensa igual a nós. Não que eu não convivia antes, não estou isolado do mundo, tenho amigos não cristãos de diversas religiões e formas de pensar. Mas é em um ambiente acadêmico, onde todos tem uma segunda graduação, experiências profissionais e acadêmicas bem opostas as nossas que aprendemos outros pontos de vista, de quem já viveu, trabalhou e estudou muito. E é justamente nestas conversas que eu mais tenho ouvido sobre o relativismo, um conceito que considero um dos mais contraditórios que existe, quero mais uma vez mostrar a vocês por que.

    Para começar, afirmar que a verdade é relativa é de uma contradição tremenda, pois a afirmação é absoluta, você usa um conceito absoluto para afirmar que a verdade é relativa. Se a verdade é relativa, o relativismo também é, quando você afirma que cada um tem a sua verdade, você faz uma afirmação contraditória que desconstrói o seu próprio argumento.

    “Em outras palavras, se alguém defende a teoria de que toda a verdade é limitada ao ponto de vista de um indivíduo – que toda a verdade depende da perspectiva – essa teoria também deve ser limitada ao ponto de vista de quem fala e, portanto, não é relevante ou obrigatória para o resto de nós” (MITTELBERG, 2011, p.32).

    A verdade é tão absoluta que até na afirmação: “verdade é relativa”, o absoluto está presente, segundo a lei da não contradição, que esclarece justamente isso, afirmações contraditórias não podem estar certas ao mesmo tempo:

    “A lei da não contradição é um princípio fundamental de pensamento autoevidente que diz que afirmações contraditórias não podem ser verdade ao mesmo tempo e no mesmo sentido” (GEISLER, TUREK, 2012, p. 56).

    Vivemos o puro absoluto, pontuamos as injustiças, os problemas, nossos gostos e preferências. Usamos o absoluto para amar, afinal o amor é amor em qualquer lugar. Vemos expressões de gratidão, raiva, egoísmo, bondade e cuidado em qualquer parte do mundo e ficamos tocados ou chocados por todas estas atitudes, contudo alguns continuam a insistir que a verdade é relativa, mesmo diante destas inúmeras provas. Verdade segundo o dicionário é:

    Exatidão; que está em conformidade com os fatos e/ou com a realidade: a verdade de uma questão; verdade musical (DICIO).

    A verdade não é algo que criamos e sim algo que é descoberto. A verdade não muda e é transcultural. Uma opinião é diferente de uma verdade, pois afinal nossas opiniões podem muitas vezes estar equivocadas.

    “Em resumo, é possível haver crenças contrárias, mas verdades contrárias é uma coisa impossível de existir. Podemos acreditar que uma coisa é verdade, mas não podemos fazer tudo ser verdade” (GEISLER, TUREK, 2012, p. 38).

    A verdade é única, ela existe por si só, pontos de vista não. Opiniões muitas vezes são contraditórias e a verdade nem sempre é fácil de encontrar, mas isso não significa que ela não exista.

    Para te auxiliar a entender o conceito de verdade e ponto de vista vou propor um exemplo. Uma galinha vive a sua vida em um ambiente totalmente limitado, ao contrário da águia, que vive em uma esfera muito mais ampla e vê muito mais coisas que a galinha. Assim somos nós, que nem sempre vemos a verdade por nos faltar uma visão mais ampla do todo. Quanto mais se estuda, se lê e se informa, mais temos a possibilidade de enxergar a vida de forma mais ampla, e mesmo assim, nem todos acabam conseguindo este feito, mas isso não significa que a verdade não exista. Leonardo Boff no livro: “A Águia e a Galinha”, fala algo interessante sobre pontos de vista:

    “Todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo” (BOFF, 2005, p. 9).

    Penso que o grande problema do homem é a informação, é a falta de vontade de entender o todo, ou pelo menos buscar entender. Cada um tem a sua opinião por conta de suas experiências e formas de ver o mundo, mas isso não significa que a verdade não exista. A verdade existe apesar de termos cada um a sua opinião e crença, cabe a nós termos humildade para confessar que é difícil se chegar à verdade. É aí que o relativismo deveria entrar cumprindo um papel essencial, penso que a sua única utilidade é nos dar uma consciência mais humilde (ou pelo menos deveria ser).

    “Mas o que é “relativismo?” Relativismo é suspeitar que não sabemos ao certo o que seja certo e errado, e, portanto, tenhamos dificuldade em dizer com certeza se estamos “indo na direção certa” (PONDÉ, 2016, p. 50).

    Sim a verdade existe, mas sim, podemos estar enganados. Eu acredito em Deus, creio na palavra Dele, a Bíblia, sigo seus ensinos e vivo feliz assim, mas sei que algumas das minhas conclusões podem estar erradas. São tantas formas de pensar, tantos tipos de teologias, que eu não posso me colocar como único e superior.

    A verdade é absoluta, ela existe sim, pontos de vistas são relativos, porém é aí que entra a humildade, o ouvir e buscar fundamentos para que assim nos aproximemos mais da verdade.

    Afirmar que não existe verdade é de uma incoerência enorme, é se contradizer e não estar aberto a estudar, ouvir outros pontos de vista e confessar que é complicado se chegar a verdade. A verdade existe, o relativismo é um conceito incoerente, tão fraco que precisa da ideia de verdade para sobreviver, apesar de ter uma parcela de utilidade quando bem aplicada.

    BIBLIOGRAFIA

    MITTELBERG, Mark, Escolhendo sua fé, Em um mundo de opções espirituais, Editora Esperança, Curitiba, 2011.

    GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não tenho fé suficiente para ser ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012.

    PONDÉ, Luiz, Felipe, Filosofia para corajosos, Pense com a própria cabeça, Editora Planeta, São Paulo, 2016.

    BOFF, Leonardo, A águia e a Galinha, Uma metáfora da condição humana, Editora Vozes, Rio de Janeiro, 2005.

    https://www.dicio.com.br/verdade

  • A LÓGICA DO REINO

    Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos (Referência: Marcos 9:33 – 37).

    Todas as vezes que eu leio sobre Jesus nos evangelhos, eu não me canso de me impressionar. Ele veio para abalar as estruturas, para confundir os sábios e nos mostrar o quanto a nossa compreensão é pequena.

    Gosto muito desta passagem e o texto começa mostrando que os apóstolos discutiam quem dentre eles era o melhor. Eles sabiam que a discussão era tola, pois o silêncio e a possível vergonha deles os denunciaram. Naquela época os apóstolos ainda não tinham entendido que o reino que Cristo veio estabelecer não era terreno, por isso que discutir quem era o melhor, quem deveria ter mais destaque neste reino era importante. Tudo por puro status, nada diferente de hoje. O que eles esqueceram era que Jesus conhecia o coração deles e ensinou a eles algo que constantemente esquecemos: “Que a lógica do reino é outra”.

    No mundo o líder manda em todos, ele é o destacado o superior, no reino de Deus é o contrário, o primeiro é o servo:

    “Os Doze ainda precisavam aprender que parte do custo do Reino de Deus estava em deixar de procurar posições elevadas para si mesmos. Serviço e humildade são os únicos caminhos para a verdadeira grandeza cristã, razão pela qual Jesus tomou, aqui, uma criança como um exemplo (36) (CARSON, FRANCE , MOTYER, WENHAM,  2012, p. 1452).

    Neste texto a mensagem é clara, liderar é servir, o objetivo de ser cristão ou de trabalhar para Deus não é para ter alto cargo, mas para servir como Cristo serviu:

    “A grandeza não se encontra na autoexaltação, e sim na humilhação pessoal. Não se alcança relevância espiritual por meio da preocupação consigo mesmo, e sim pelo cuidado para com os outros” (RICHARDS, 2013, p. 717).

    Jesus serviu, veio para este mundo podre morrer por nós, se doou e mandou que o imitássemos. Então por qual motivo não entendemos que devemos buscar servir uns aos outros, e não sermos superiores e buscar os melhores lugares?

    Cristo termina seu ensino falando de crianças que naquela época eram colocadas de lado. Uma criança fora da idade de estudar a Torá não tinha muito valor, era perder tempo e uma falta de educação brincar e dar atenção a elas (POHL, 1998, 281, 282):

    “Quando Jesus disse aos discípulos para receberem as crianças em nome dele, estava ilustrando a natureza do serviço. No mundo romano, a criança – ou “pequenino” – era colocada sob a autoridade de escravos. Podia até ser amada, mas era pouco considerada até que alcançasse a maturidade. Para Jesus, todavia, o de menor importância para a sociedade era precioso para ele” (RICHARDS, 2013,p. 717).

    No reino não existe hierarquia, devemos servir a todos por igual, não existe maior ou menor, somos todos irmãos, é isso que o texto quer passar.

    Pare de se preocupar em ser o maior, sirva a todos de coração aberto como se todos fossem importantes, até os menores, os pequeninos, está é a lógica do reino que deve estar viva em nossa vida.

    BIBLIOGRAFIA

    Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém; Paulus, São Paulo, 2013.

    PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2013.

    CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012.

    RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.

    POHL, Adolf, Evangelho de Marcos, Comentário Esperança, Editora Esperança, Curitiba, 1998.

  • NOVO TESTAMENTO: TESSALONICENSES

    Antes de começar a falar sobre uma das primeiras Epístolas Paulinas, quero dar um pano de fundo geral do que seria uma epístola e qual seria a diferença entre epístola e carta.

    Epístola no grego significa carta, despacho ou algum tipo de documento escrito. É importante fazer uma distinção entre carta e epístola, entendendo que a epístola é um pouco mais literária, com um conteúdo mais importante e formal. Mesmo que a raiz da palavra no grego seja epistello que também pode significar enviar, ou enviar uma carta. Entendemos que uma epístola tem uma natureza mais formal, com tratados, ordens, tratados filosóficos e coisas do tipo, e a carta não, pois ela fala mais do cotidiano, da vida diária (CHAMPLIN, 2013, p.406). Champlin acrescenta:

    “Uma epístola é uma obra de arte; uma carta é um pedaço da vida diária. A primeira é como uma pintura feita com arte. A segunda assemelha-se a uma fotografia feita apressadamente, sem qualquer cuidado” (CHAMPLIN, 2013, p. 406). 

    Entretanto, não me limitarei a defender ferrenhamente algum lado desta questão, visto que, o objeto do nosso estudo é o  texto sagrado, a Bíblia. Penso que a característica e o que a palavra já é em seu cerne, já valida à importância da epístola (ou carta).

    Vale lembrar que quase ninguém sabia ler e escrever nos dias de Paulo, sendo que os que sabiam ler muitas vezes não sabiam escrever. Escrever era função apenas de alguns, feita por homens especializados. É importante lembrar também que o papel era muito caro, por isso, nem todos escreviam, sendo que a maioria (ou todas) as cartas paulinas foram ditadas, Romanos 16:22 é uma boa prova disso.

    As cartas aos Tessalonicenses são consideradas por muitos estudiosos como as primeiras a serem escritas, apesar do pouco tempo que o apóstolo esteve entre eles, segundo o texto de Atos 17, por conta de distúrbios que forçaram os missionários a saírem do local. Sendo que Paulo tentou voltar algumas vezes, mas foi impedido, como deixa claro o texto de 1 Tessalonicenses 2:17-18 (RICHARDS, 2013, p. 1102).

     Sobre a cidade de Tessalônica, sabemos que foi fundada pelo rei macedônio Cassandro e era uma cidade portuária e comercial bem desenvolvida, por estar localizada em um lugar estratégico junto ao mar e por ser rota da estrada imperial romana chamada Via Egnatia. No local também havia uma comunidade judaica muito influente, que dispunha até de uma sinagoga para seus cultos. É desta comunidade judaica que vem Aristarco, um dos colaboradores de Paulo (Atos 19:29; 20:4; 27:2) (BÜRKI, 2007, p. 19).

    A carta pode ser considerada uma espécie de carta manutenção, escrita pouco tempo depois dos membros daquela comunidade cristã ouvirem o evangelho. Trata-se portanto de uma igreja nova, que dava os seus primeiros passos e que não poderia estar sendo instruída por conta do episódio que forçou Paulo a ir embora (CARSON, FRANCE, MOTYER, WENHAM, 2012, p. 1920).

    A segunda carta tem o mesmo contexto da primeira no qual já vimos. Ela foi escrita por volta de quatro meses depois, com o intuito de esclarecer muitas dúvidas a respeito do futuro que causava confusão naquela igreja. (RICHARDS, 2013, p. 1110). Um dos pontos principais da carta é justo este, novamente Paulo trabalha a questão da vinda do senhor, pois eles acreditavam que o dia tinha chegado, pois o dia para eles era uma extensão de tempo que terminaria com a vinda do senhor. E a perseguição que a igreja sofria, era um dos últimos estágios deste dia. A resposta que Paulo dá é que Cristo não poderia voltar sem antes acontecer muitos outros eventos.

    Estas epístolas são muito importantes, pois demonstra de forma bem clara como é fundamental termos líderes que conhecem o evangelho, que estão prontos a ensinar e tirar as dúvidas da igreja. A epístola mostra também como teorias equivocadas dividem e atrapalham o cristão e o quanto a presença de um líder sábio e instruído é fundamental para que a igreja não caia em ensinos equivocados.

    BIBLIOGRAFIA

     CHAMPLIM, RN. Enciclopédia Bíblica de Teologia e Filosofia, Editora Hagnos, São Paulo, 2013.

    CARSON. DA. FRANCE , RT, MOTYER, J. A, WENHAM, G. J, Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2012.

    RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.

  • O SERMÃO DO MONTE PT 17: OLHOS

    “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (MT 6:22-23) (NVI). 

    Eu gosto do filme click, o ensinamento que o filme passa é muito importante. A história gira em torno de uma pessoa que após se ver cansado de trabalhar e buscar o seu sucesso profissional, ganha um controle capaz de fazer com que ele consiga pular alguns momentos tediosos de sua vida. Porém, ao longo do filme, vemos ele perdendo momentos importantes, e ele percebe que com o tempo perdeu muita coisa valiosa.

    Conheço alguns que vivem neste automático, que vivem suas vidas para o trabalho e deixam as pequenas e principais coisas passarem despercebidas. No fim do filme Click, o protagonista, já muito tarde, conclui que a família deve ser uma das prioridades, porém na vida real, muitas vezes esta conclusão chega de maneira tardia.

    Os olhos são a candeia do corpo, ou como Eugene Peterson coloca em sua Bíblia A mensagem:

    “Os olhos são as janelas do corpo. Se vocês abrirem bem os olhos com admiração e fé, seu corpo se encherá de luz. Se viverem com os olhos cheios de cobiça e desconfiança, seu corpo será um celeiro cheio de grãos mofados” (2012, p. 1385).

    O olho é o órgão que nos guia, tudo começa pela nossa forma de olhar as coisas. É através do olho que lemos, conhecemos e aprendemos.

    “O olho é o órgão por meio do qual nossa personalidade é guiada (v. 22, 23). Se concentrarmos nossa visão no que o mundo considera sucesso, nossa percepção será distorcida, e a luz da revelação de Deus a respeito da realidade será bloqueada” (RICHARDS, 2013,p. 631-632).

    Eu gosto daquele ditado popular que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver”, afinal, a frase tem a sua razão.

    Muitas vezes ficamos cegos buscando coisas e esquecemo-nos de Deus. Ou o que é pior, corremos atrás de coisas que nos destroem, achando que aquilo é o que Deus quer que façamos. Nesta metáfora, Cristo não esta falando de cegos literais, mas daqueles cujo coração é guiado por outras coisas. Olhos e corações têm significados semelhantes na Bíblia.

    “Tudo é uma questão de visão. Se temos visão física, podemos ver o que estamos fazendo e para onde vamos. Da mesma forma, se temos visão espiritual, se nossa perspectiva espiritual está devidamente ajustada, então nossa vida fica cheia de propósito e de incentivo” (STOTT, 1982, p. 163).

    Habitualmente deixamos a vida passar em nome de pouca coisa, ou seguimos por caminhos difíceis pensando ser esta a vontade de Deus. Seus olhos são o seu guia, sua forma de olhar as coisas vai definir quem você é e como vive o evangelho. Por isso, pense bem em como você vê as coisas e busque a melhor forma de ver. Olhe para a cruz e fundamente sua vida na palavra de Deus para que você não siga cego e contaminado pelas influências deste mundo.

    BIBLIOGRAFIA

    PETERSON, Eugene H, A Mensagem, Bíblia em linguagem contemporânea, Editora Vida, São Paulo, 2012.

    STOTT, John, Contracultura Cristã, A Mensagem do Sermão do Monte, Editora ABU, São Paulo, 1982.

    RICHARDS, Lawrence, Comentário Bíblico do Professor, Um Guia Didático Completo Para Ajudar no Ensino das Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2013.