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TEMPO
Vivi em um tempo que talvez a maioria de vocês não conheceu. Eu morava em um bairro afastado do centro e naquela época os bairros não eram tão desenvolvidos como hoje em dia. Não existiam caixas eletrônicos e muito menos cartões magnéticos. Ou seja, se precisasse de dinheiro teria que ir a uma agência bancária, que só existia no centro da cidade. Tínhamos que andar três quilômetros a pé para chegar ao primeiro ponto de ônibus. Para fazer um simples saque, depósito ou pagar uma conta, perdia-se a manhã toda. Coisas das mais simples, como por exemplo comer um pastel eram uma aventura. Perdíamos muito tempo para essas coisas do dia a dia. A vida era muito diferente da atual.
Isso é uma realidade quase que inimaginável nos dias atuais onde vivemos em um estado de “on line” 24 horas por dia. A tecnologia proporcionou uma agilidade jamais imaginada. Ao invés de perder uma manhã toda para pagar uma conta, como era antigamente, posso fazê-lo deitado tranquilamente em minha cama acessando meu banco pelo celular. Mas por incrível que possa parecer, hoje em dia temos menos tempo que antigamente. Como isso é possível? Não se tem tempo para mais nada. Mas afinal, o que é o tempo?
Tempo é algo que talvez seja difícil de definir. Olhando para o dicionário, podemos encontrar definições tais como: período, duração limitada, duração das coisas, duração de cada compasso, séculos, sucessão de dias, entre outras explicações. Acredito, porém, que o conceito de tempo é tão complexo que talvez não possa ser completamente definido com simples palavras. Vários pensadores clássicos refletiram e tentaram definir o conceito de tempo. Heráclito, Platão, Aristóteles, Hobbes, Newton entre outros gênios, fizeram observações interessantíssimas sobre o tempo, mas cada um a partir de um prisma diferente. Talvez nenhum deles conseguiu uma definição holística do que realmente seja o tempo e como o homem se situa nele. Se nenhum desses grandes pensadores chegou a uma definição absoluta, seria muita presunção de minha parte fazê-lo. Mas acho que podemos refletir um pouco sobre esse tema.
Acho interessante o que Agostinho pensou sobre o tempo. Compartilho de sua ideia. Em seu livro Confissões, ao refletir sobre o que seja o tempo, trouxe muitas idéias interessantes, iluminou muito do que se entende por tempo, mas confessou: “Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito?”
Definir o conceito de tempo realmente é uma tarefa ingrata. Nossa percepção do tempo nos faz entendê-lo como algo linear e o dividimos em três partes: passado, presente e futuro. O passado é um período que já foi vivido e dentro da linearidade do tempo se afasta de nós. Não temos mais como interferir no passado. O presente é aquele instante que se vive. Mas o próprio presente é relativo. Ele é tão curto que talvez nem possa ser mensurado pelo mais preciso dos cronômetros. A última palavra desse texto que você leu, acaba se transformar em passado, pois esse tempo já passou. O presente é extremamente limitado. É limitado, porém é tudo o que temos, pois o passado já foi e futuro ainda não nos pertence. Ele é o período que será vivido depois do presente. Ele não pode ser vivido no presente, mas podemos prepará-lo com as atitudes que temos. Não podemos determinar o futuro, mas podemos influenciá-lo. Futuro é período onde viveremos os fatos, os eventos que se concretizam com o passar de um determinado período de tempo. Isso pode parecer complexo e realmente é. Mas essa é apenas uma das percepções do tempo. Como citado, essa é a percepção linear do tempo. Há outras formas de se entender e viver o tempo, como por exemplo, o “tempo espiral” que é uma das características do povo judeu. Os judeus entendem e se relacionam com o tempo de forma diferente. Na língua hebraica não existem verbos no presente, passado ou futuro. Há apenas dois estados de tempo: o completo e o incompleto. É uma forma muito diferente de se pensar. Isso é um indício que o tempo é uma percepção humana e que não seja absoluto.
Sou incapaz de definir o tempo ou talvez até de compreendê-lo. Mas acredito que mais importante que defini-lo, seja saber como relacionar-se com ele, e como vivê-lo. Um dos conceitos filosóficos de tempo, é que ele não passa, mas é o homem que passar pelo tempo. Isso é interessante, pois não é o tempo que envelhece, mas sim o homem. O homem passa pelo tempo vive em momentos distintos da história, como mencionei no início desse texto, mas parece que a cada dia o homem se perde no labirinto chamado tempo. Mas será que o tempo é um labirinto do qual não encontramos a saída, ou nós é que não sabemos lidar com ele? Como administramos nosso tempo? O que você faz com o tempo que chamamos de presente?
Geralmente nos entregamos à correria da vida e às preocupações do amanhã. E essa correria nos rouba do nosso presente. Como vimos, o passado já foi, o futuro ainda não chegou e jogamos o presente fora sem ao menos vivê-lo. Em uma de suas obras, Augusto Cury afirma que todos os homens morrem, mas poucos realmente vivem. Isso tem tudo a ver em viver o presente de forma errada. No livro de Eclesiastes temos um capítulo dedicado ao tempo. Trata-se do capítulo 3. Vemos que nosso tempo é imperfeito, pois não o compreendemos; e o pior: não compreendemos a Deus. É interessante que você leia todo o capítulo, mas quero citar apenas dois versículos. Versículo 1: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:” Versículo 11: ”Ele (Deus) fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez”.
A mensagem desse capítulo é que há tempo para tudo, mas que o homem não compreende isso. Deus está fora da dimensão do tempo essa tensão entre a temporalidade do homem e a atemporalidade de Deus, colabora para que o homem se afaste do caminho do seu criador. Simplesmente não conseguimos entender Deus em sua totalidade. Mas é nesses momentos que devemos vivenciar nossa fé com o real significado dessa palavra. Quer queiramos ou não, quer acreditemos em Deus ou não, vivemos em um sistema criado por Ele. Talvez você não concorde comigo, mas isso não irá mudar esse fato. Em seu devido tempo veremos que isso é uma realidade e não apenas uma crença. Mas para aqueles que simplesmente optam em não querer crer nisso, a falta de fé será fatal.
Mas aqueles que crêem também não estão imunes a desastres que podem ter um final infeliz. Como temos administrado o tempo que Deus nos dá? Esse capítulo de Eclesiastes afirma que há tempo para tudo. Acredito porém, que todo tempo é tempo para buscar Deus. Parece que na época que não existia cartão magnético, serviços delivery, e a agilidade da internet, conseguia-se mais tempo para Deus e para a própria vida. Essas ferramentas deveriam agilizar a vida e nos proporcionar ainda mais tempo. Em algum momento o homem se perdeu. Se perdeu por não compreender o valor do tempo e o valor da vida. Nos entregamos aos apelos de um pós-modernismo que nos induz a relativizar a tudo e a todos. O homem corre cada vez mais rápido para encontrar sua realização, mas a cada passo que dá, a felicidade fica dois passos mais longe. Investimos nosso tempo da pior forma possível. Acreditamos em mentiras e planejamos nossa vida para poder vivê-las. Você quer um exemplo? Quem de nós nunca disse ou pelo menos ouviu a frase que afirma que tempo é dinheiro? Até concordamos com isso e vivemos dessa forma. Mas você realmente acha que tempo é dinheiro? Particularmente acho que tempo é vida. O tempo que você e eu temos nos proporciona vivermos o agora. Ma vivemos em uma época na qual predomina a mais absurda inversão de valores. Ela é absurda, mas muito sutil. Tão sutil que muitos que talvez nem concordem com os valores que a sociedade impõe, vive esses valores sem ao menos perceber.
O versículo 11 desse capítulo de Eclesiastes afirma que Deus pôs em nosso interior o anseio pela eternidade. Não fomos criados para morrer e por isso queremos ser eternos. Não aceitamos e não entendemos a morte. Mas a grande maioria das pessoas vive para a morte e não para a vida. Vivem na limitação do aqui e agora e cauterizam o anseio pela eternidade. A eternidade é o bem mais precioso que temos. Na eternidade não existe a dimensão do tempo e estaremos libertos de sua limitação. O homem eterno é o plano inicial de Deus. A morte e o tempo são herança da queda da criação.
Como você administra aquilo que chamamos de tempo? Você acha que o tempo passa muito rápido? O talvez que passamos muito rápido pelo tempo? Dependendo da idade ou do contexto de cada um, as respostas a essas perguntas podem ser diferentes. Mas o tempo é implacável. Alguns têm mais que outros. Um ícone da música internacional, aquele que é considerado o maior vocalista de rock de todos os tempos, Freddie Mercury, teve um tempo um tanto quanto curto. Sua vida foi ceifada prematuramente. Sabendo que seu tempo estava terminando aqui nesse plano, ele compôs uma música cuja letra é muito marcante e que aborda exatamente a questão do tempo. Diante da imposição do tempo na vida do homem, temos que conviver com nossa finitude. É exatamente isso que a letra da música “These are the days of our lives”, de Freddie Mercury, mostra. Sugiro que você assista o clip, de preferência legendado, para avaliar o que você está fazendo com o tempo que Deus te deu.
O tempo que Ele nos deu aqui na terra, deve ser vivido intensamente e olhando para o Reino de Deus. Cada segundo vivido aqui ecoará na eternidade. Como a própria Bíblia diz, busque a Deus enquanto é tempo. Para encerrar, quero te fazer mais uma pergunta: como você tem vivido aquilo que chamamos de tempo? Como você está passando pelo tempo?
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Ed. Sociedade Bíblica do Brasil: 2005; São Paulo.
CHAMPLIN, R.N., – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Folosofia, v. 6; Ed. Hagnos: 2011; São Paulo.
OLIVEIRA, Ranis F. de, – Santo Agostinho e sua reflexão sobre o tempo, fonte eletrônica disponível em: HTTP://filosofiacienciaevida.uol.br/ESFI/Edicoes/33/ artigo130300-1.asp; acesso em 31 de agosto de 2015.
PANDÚ, Pandiá – Dicionário Global da Língua Portuguesa, Renovada; Rio de Janeiro.
VINE, W.E. – Dicionario Vine, CPAD: 2009; Rio de Janeiro.
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GRAÇA BARATA
Imagine a seguinte situação: você chegando ao céus e descobrindo que Deus havia salvado a todos, até o mais odiado assassino. Diante desse cenário você ficaria feliz ou triste? Aí você correria perguntar a Jesus ou a um anjo e ele te responderia que não era preciso fazer nada para ser salvo, que todos iriam ser salvos. Você acharia que Deus estaria sendo justo ou injusto?
Você que é temente a Deus, não tomou bebida em excesso, não ficou com todas as mulheres do mundo e nem “aproveitou a vida” e o indivíduo que fez tudo isso, está com você, desfrutando das mesmas coisas que você.
Não estou pregando o universalismo, longe disto, mas vamos falar a verdade, muitos ficam com raiva de pensar nesta possibilidade, por achar isso injusto, mas a pergunta que eu faço é: Porque você tem tentado viver uma vida de santidade? Para ter algo em troca ou para Deus te recompensar? Ou é uma resposta de gratidão ao que Cristo fez por você na cruz?
Vamos falar a verdade, muitas vezes esquecemo-nos da graça e achamos que a salvação é uma moeda de troca, é um prêmio para quem merece. João 2: 5-6 diz como nós sabemos se estamos ou não vivendo uma vida de santidade:
“Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou”.
Quem está em Cristo anda como ele e uma das formas de andar como ele andou aqui neste mundo foi seguir em obediência ao Pai (João 5:19), e na constante busca por santidade. Há tempos tenho visto muitos viverem uma vida de graça sem graça. Ou como Dietrich Bonhoeffer diz no seu livro Discipulado, a graça Barata:
“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a ceia do senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal” (BONHOEFFER, 1980, p. 10).
Às vezes penso que nós somos oito ou oitenta, pois se antigamente muitos viviam uma vida de troca de favores com Deus, ou iam à igreja porque tinham medo do inferno. Hoje, depois de conhecermos a graça e sabermos que Deus nos salva através de sua misericórdia, sendo que nada que façamos pode pagar isso, vivemos uma vida sem medo de ser condenados, mas em contrapartida, sem aquela busca constante e sedenta. Seguindo sem pensar em nossa vida com Deus, na obra, ou sem nos preocuparmos uns com os outros.
Se a graça em nossa vida não produz temor e constante busca por Deus, algo está errado. Falamos bastante do novo nascimento (João 3:3), de morrer com Cristo e nascer com ele, mas mantemos as velhas práticas em nossa vida.
Não estou sendo legalista, muito menos me limito a apontar os erros uns dos outros. Estou falando de negligenciar a busca constante por Deus, de virar as costas para uma vida longe da prática do pecado ou de pelo menos tentar. Se o nosso sentimento de gratidão a Deus, por ter-nos salvo da morte e da vida medíocre, não produzir frutos, a vida crista é inútil. Romanos 6:1 diz:
“Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?”.
Se estamos em Cristo e morremos para o pecado, temos que seguir lutando e buscando ter uma vida de santidade. Somos salvos pela graça, mas também morremos para o pecado. Em Cristo somos santos lutando contra todas as dificuldades e tentações, esta deve ser a ênfase da caminhada cristã, se o foco da nossa vida não for este, estamos no caminho errado.
BIBLIOGRAFIA
BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Rio Grande do Sul: Editora Sinodal, 1980.
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OS FILHOS PRÓDIGOS
No evangelho segundo Lucas, lemos uma parábola muito conhecida e uma das mais citadas em estudos e pregações. Trata-se da parábola do filho pródigo. Encontramos esse texto em Lucas 15,11-32. Acredito que a grande maioria conhece. Mas nunca é demais explicar esta parábola.
Parábola é uma técnica muito utilizada na cultura judaica para o ensino. Trata-se de uma narrativa através da qual um ensinamento ou um princípio é transmitido. É uma técnica muito eficiente que era muito utilizada por Jesus.
Esta parábola não foi contada no vazio. Havia uma razão para que Jesus a contasse. Entenderemos melhor toda a situação se analisarmos todo o capítulo 15. Nos primeiros versículos vemos que Jesus estava conversando e comendo com publicanos e outras pessoas, o que era algo muito íntimo na cultura judaica. Os fariseus o viram e começaram a criticá-lo por relacionar-se com “esse tipo de gente”.
Os fariseus eram pessoas de uma classe especial, separada e privilegiada naquela sociedade. Eles eram os líderes religiosos e considerados pessoas que tinham alguns degraus acima das demais pessoas. Eram muito zelosos à lei e a cumpriam fielmente. Porém, o maior problema é que a maioria deles cumpria a lei, mas estava longe de Deus. Podemos dizer que eles cultuavam a lei e não a Jeová; conheciam sua lei, mas não ao próprio Deus. Também mantinham-se longe dos pecadores para não se contaminar com as impurezas do “mundo”. Ao entendermos a práxis desses religiosos é difícil não relacioná-los com muitos religiosos da atualidade.
Vendo que os fariseus estavam indignados por Jesus estar relacionando-se com os considerados imundos da sociedade, ele lhes contou uma sequência de três parábolas. Dos versículos 4 ao 7, lemos a parábola da ovelha perdida; do versículo 8 ao 10 a parábola da moeda perdida e finalmente do versículo 11 ao 32 a do filho pródigo. Para uma melhor compreensão dessas parábolas, não podemos esquecer que elas foram propostas aos fariseus.
Na parábola do filho pródigo vemos 3 personagens principais. O pai e seus dois filhos. O pai simboliza Deus, o filho mais velho, que na cultura judaica tem muitos privilégios sobre os demais, seriam os fariseus, e o filho mais novo os pobres pecadores.
O filho mais novo pede sua parte da herança, e o pai faz sua vontade. Ele se aventura pelo mundo numa terra distante, onde acaba desperdiçando e perdendo todo seu dinheiro. Este filho acaba trabalhando como cuidador de porcos, algo inimaginável para os judeus, já que os porcos são animais imundos. Ele também passa fome e chega a ter vontade de comer a comida dos porcos para saciar sua fome. Em dado momento este filho cai em si e resolve voltar para a casa do pai para trabalhar como um simples empregado, pois assim teria seu sustento. O filho pródigo não se acha mais digno de ser filho; quer ser um simples empregado do pai.
Assim sendo, ele volta para casa e o pai o recebe com uma grande festa. Manda matar um novilho para servir um banquete. Vendo isso. O irmão mais velho fica indignado. Este irmão acha que o pródigo errou e não tem mais direito de voltar para casa. Por conta disso, o irmão mais velho questiona o pai, argumentando que ele fora sempre fiel, nunca o abandonou e nunca sequer ganhou um cabrito para aproveitar. A parábola termina com o pai dizendo a esse filho que ele sempre esteve a seu lado e que tudo o que era seu também pertencia ao filho. Concluiu afirmando que deveriam alegrar-se pois o filho que havia se perdido na vida, voltou.
Quero refletir um pouco sobre os dois filhos. Lembremo-nos a quem esses dois filhos personificam. O irmão mais novo, que representava os pecadores e publicanos, abandonou o que tinha, gastou todo seu dinheiro com extravagâncias e caiu em desgraça. Mas logo reconheceu sua situação e percebeu que tinha que retornar ao pai. Acredito que tenha sido um verdadeiro arrependimento, pois ele não se achava mais digno de ser filho. Estava disposto a trabalhar como um simples empregado. Passou por um doloroso processo, arrependeu-se, voltou para casa e foi perdoado pelo pai. Foi tratado como um filho amado e pela graça do pai, reconquistou a condição de filho.
Quero agora lançar nosso olhar ao filho mais velho. Como citado anteriormente, como o primogênito, ele tinha uma série de privilégios. Era o filho mais importante da família. Normalmente o vemos como um filho mau. Mas olhando para a Bíblia percebemos que é exatamente o contrário. Tratava-se de um filho trabalhador (v. 25). Além de trabalhador, ele também era muito obediente. Nunca havia desobedecido ao pai (v. 29). Segundo seu próprio pai, tratava-se de um filho fiel que nunca o abandonou (v. 31). Quem não iria querer um filho desses?
Entretanto, havia um grande problema. Faltava amor em seu coração. Assim como os fariseus, ele não transgredia as leis. Mas o próprio pai lhe disse que tudo o que era dele, do pai, também era do filho. Ou seja, era algo óbvio, que o filho não sabia. Mais uma vez vemos a figura dos fariseus. A grande maioria dos fariseus conhece a lei, mas não a Deus. Ao que parece, esse filho amava a lei, empenhava-se no trabalho na propriedade do pai, mas nem ao menos o conhecia. E também faltava amor no coração deste irmão. O sentimento de justiça própria falou muito mais alto do que o amor pelo irmão perdido que voltou. Ele criticou duramente o pai, quando este acolheu o filho que retornou. Era mais importante a justiça ser feita do que o irmão ter voltado ao lar.
Da mesma forma que essa parábola trouxe ensinamentos aos fariseus, Jesus também nos desafia, nos confrontando com as nossas atitudes. Com qual dos dois irmãos que você se identificou? Será que realmente entendemos o amor de Deus, temos uma compreensão, pelo menos razoável, do que seja o Reino de Deus? Infelizmente vejo muitos fariseus nas igrejas. E não são somente os líderes. Muitos daqueles que esquentam os bancos das igrejas têm atitudes farisaicas quando olham para as pessoas que não professam a fé cristã. Ou até mesmo um irmão que está na mesma comunidade.
Será que um dependente químico ou um “simples” morador de rua mal vestido e mal cheiroso são vistos como pessoas que necessitam do amor da igreja? Infelizmente vejo que, cada vez mais a igreja se distancia da sociedade. Muitas vezes a igreja, que somos eu e você, têm a mesma atitude que o irmão mais velho dessa parábola. Quando algum cristão é visto sentado conversando com alguém considerado escória da sociedade, é mal visto. Já fui duramente criticado por estar dando atenção a “esse tipo de gente”. Conheço vários outros casos de pessoas muito próximas que passaram pela mesma situação. Já fui até mesmo impedido de entrar em um templo por não estar vestido de acordo com o regimento daquela “igreja”. Infelizmente vejo que isso é muito comum entre os que se dizem seguidores de Cristo. Se eles realmente fossem discípulos do Cristo, fariam o que ele fez. Estariam comendo com publicanos, pecadores e levando a palavra de Deus com sua própria vida.
Em 1ª João 4:20, lemos que quem diz amar a Deus e não ama seu próximo é um mentiroso. Qual a minha e a sua atitude diante das pessoas que achamos que não têm mais jeito? A parábola contada por Cristo, não relata se o filho mais velho mudou sua atitude, se ele se arrependeu ou não. Mas deixa claro que o filho mais novo errou e arrependeu-se e foi acolhido pelo pai.
Mas há mais um detalhe muito interessante nesse episódio. Lendo esse texto, pode parecer que um dos filhos era o bonzinho e o outro não Seja lá como for, ambos necessitavam do amor do pai. Tanto os publicanos, os pecadores com quem Jesus andava e pregava a palavra, quanto os fariseus que eram os líderes religiosos, os cumpridores da lei, precisavam reconhecer sua condição de pecadores e que necessitam de uma grande mudança que só era possível através de um genuíno arrependimento e de uma vida vivida aos pés da cruz.
Cuidado pois muitas vezes o melhor lugar para não ver Deus é na própria igreja. Se o legalismo cegava os fariseus, a cultura religiosa pode nos distanciar de Deus. E se isso acontecer, nada mais valerá a pena. Busque uma vida com Deus, conheça seu Reino e você verá como Deus quer que você viva a sua vida.
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CALVINISTAS VS ARMINIANOS
A briga entra calvinistas e arminianos dura séculos e até hoje não cessa.
Conhecido através de João Calvino e Jacó Armínio, estas duas doutrinas têm como ponto central de divergência a predestinação. Um lado acredita que Deus escolhe salvar quem quer e o outro crê que tem uma participação no plano divino, aceitando ou não a Deus, entre outras coisas.
Alguns Calvinistas falarão que tudo o que acontece é da vontade de Deus, tudo, até o mal. Outros falarão que isso não é possível, sem colocar Deus como culpado. Isso sem contar inúmeros calvinistas que se sentem privilegiados por seres predestinados. Coisa que Calvino não admitia, ele acreditava que o homem não deveria se vangloriar de uma dádiva recebida por Deus.
Sproul disse em seu livro Eleitos de Deus que: “Quem não acredita na predestinação deve ser um ateu convicto”. Como se a teoria calvinista fosse essencial para a vida cristã.
Já Jerry Walls disse: “O calvinista deve sacrificar uma clara noção da bondade de Deus a fim de manter sua visão dos decretos soberanos de Deus”. Como se realmente tivéssemos uma noção real de como é a bondade de nosso Pai. Sabemos que ele é bondoso, mas a ideia que temos é muito pequena e ínfima.
E por aí vai, a guerra nunca vai acabar, pois cada um vai achar as suas desculpas e explicações melhores que a dos outros. Sem contar que a grande maioria destas pessoas não buscam estudar para achar a verdade e sim, para apenas estarem certos e validarem os seus pontos de vista, o que é um erro.
Se você pesquisar toda a história, perceberá o quanto deu pano pra manga, arminianos já foram caçados como hereges, calvinistas condenados como heterodoxos. Mas a grande verdade da discussão, que inclusive nunca terá fim, já que a Bíblia dá base para as duas teorias, é que estas teologias no meu ponto de vista, não são nem de perto fundamentais, direi por quê!
Há tempos que penso e estudo estes dois lados, até ler um dia destes um versículo em Romanos 11:33-34:
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?”.
Esta passagem é tirada de Isaías 40:13 e repetida em Coríntios 2:16, contendo apenas algumas variações. Demonstra a profunda consciência da condição de superioridade de Deus e como é impossível penetrar em sua mente, ou entender seus desígnios (CHAMPLIN, 2014, p. 978).
O que isso significa?
Que nunca entenderemos os pensamentos de Deus, nunca conseguiremos saber os seus propósitos. Acreditar que através de algumas teologias forjadas com o intuito de segregar, você pode entender a mente de Deus é ser muito pretensioso. Gosto de um versículo de Êxodo 33:22-23 onde Moisés pede para ver a glória de Deus:
“Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver”.
Ele viu apenas as costas de Deus, pois ver a sua face, ou tentar entendê-lo é impossível, quanto mais explicar como ele age e pensa.
Uma vez em um programa de entrevistas, o apresentador perguntou a um teólogo por que ele não era arminiano, o homem respondeu: porque eu leio a Bíblia. Achei a resposta um tanto quanto não cristã, afinal, uma coisa temos certeza sobre Deus: Ele é amor (João 4:8) e deu o seu filho para morrer por nós (João 3:16) tamanho o amor que tinha. E segregar, humilhar ou achar que a sua forma de pensar é a certa e todos estão errados, não é agir com amor.
Eu frequentei por muito tempo uma igreja onde o pastor chamava arminianos de burros, eu me ofendia com aquele extremismo todo. Isso gerou em mim mágoas e ressentimentos, e hoje eu sei muito bem como este tipo de atitude é nociva. Eu acredito no diálogo, na troca de experiências e em aceitar o ponto de vista diferente ao meu, isso é saudável, isso é ser cristão.
Eu sei que a Bíblia existe para estudarmos e assim extrairmos o máximo dos ensinos para as nossas vidas. Mas o propósito deste livro sagrado, nunca foi separar e sim unir, não é classificar pessoas, mas trazer o plano de salvação a cada indivíduo.
Então, se você tem algum destes posicionamentos não segregue, muito menos ofenda quem pensa diferente de você. Não é pecado ter a sua corrente teológica, o pecado é ofender, discriminar e diminuir as pessoas.
Em 1Coríntios 12:12, Paulo descreve a igreja como um corpo, sendo Cristo o cabeça, é por isso que devemos sempre estar unidos, um membro separado do corpo, certamente morrerá.
Sem Cristo, a sua graça e o seu amor, nós não somos nada, este é o cerne da mensagem Cristã, é neste ponto que todos se unem. E é esta a palavra que deve ser pregada, o resto; bem… O resto não importa!
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. São Paulo: Ed. Soc. Bíblica do Brasil ; 2005.
CARSON, D.A.- Comentário Bíblico Vida Nova. 2 ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.
CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo. São Paulo: Editora Hagnos, 2014.
BRUCE, FF. Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Editora Vida Nova, 2008.
OLSON, Roger. Contra Calvinismo. São Paulo: Editora Reflexão, 2013.
MCDERMOTT, Gerald R. Grandes Teólogos: Uma Síntese do Pensamento Teológico em 21 Séculos de Igreja. São Paulo: Editora Vida Nova, 2013.
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JARDINEIROS
Ao lado do meu trabalho, tem um campo por onde eu passo na hora de ir embora. Fico admirado de perceber a quantidade de lixo que é jogado por entre as árvores daquele local. Tive o desprazer de ver passar muitos caminhões, carros e pessoas jogando lixo enquanto passavam e é lastimável esta situação. O que me faz refletir sobre o futuro do nosso mundo.
O homem tem vivido sem pensar no amanhã, gastando água a toa, desmatado e consumido todo o nosso verde como gafanhotos, em nome de uma comodidade e da “evolução”, ou para construir uma “coisa melhor” no lugar da natureza.
Gênesis 2:15 diz que Deus nos fez jardineiros para cuidar de sua criação. Diferente do que muita gente acredita, o homem sempre teve um trabalho, sempre teve uma função, somos jardineiros.
Mas a Bíblia diz que somos pecadores, por termos desobedecido a ordem de Deus (Gênesis 3:6). E talvez, uma das maiores manifestação deste pecado seja o nosso caráter egoísta e destruidor.
O homem não consegue viver sem destruir, tudo por causa do tal egoísmo. Seja acabar com a sua família, por não querer ser fiel a sua esposa, destruir a sua vida com vícios ou trabalho excessivo, ou poluir o meio ambiente. Ed René Kivitz, disse algo interessante em um de seus sermões:
“Coloque o homem em um lugar bonito, florido e belo, que você vai ver em pouco tempo o lugar poluído e sujo”.
Isso é o homem e tudo isso acontece por pensarmos primeiro em nosso prazer. Aprendi desde pequeno, que o mundo jaz o maligno e não precisamos cuidar das coisas do mundo, não devemos nos preocupar com este negócio de natureza. Será mesmo?
Cristo nos chamou para um nova vida. Ou seja, para vivermos uma vida diferente, boa e plena, o contrário de nossa vida antiga. Ora, então pela lógica, se eu vivia uma vida olhando apenas para meu umbigo, logo, devo aprender a olhar em volta, para as pessoas, para a criação e os problemas do próximo.
Gênesis 1:27 diz que Deus nos deu o domínio sobre os animais, ter o domínio não é explorar, ou acabar com a terra, é cuidar de forma consciente, como seres racionais que somos (Acho eu).
Sempre bato na mesma tecla, a expressão do reino começa aqui e não no céu. E não há manifestação de amor maior que cuidar do meio ambiente, que a próxima geração, um dia vai desfrutar. Não podemos viver como se os recursos naturais fossem ilimitados, nem destruir a flora e fauna, como se aquele ecossistema não fosse importante. Somos jardineiros, fomos criados para cuidar do jardim e não para destruir, e cuidar do meio ambiente é cuidar do próximo e das gerações que estão por vir.
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DÍZIMO
O dízimo é um dos assuntos mais falados atualmente. Pois, após muitos séculos, alguns cristãos descobriram que não serão amaldiçoados por Deus e nem o gafanhoto vai comer o seu dinheiro, caso não entreguem o seu dízimo na igreja. E agora estas pessoas bradam aos sete ventos a sua repulsa contra a igreja, a “eterna vilã” que todos estes anos têm cobrado, de forma errônea, os dez por cento dos seus fiéis.
Este costume existe antes da lei mosaica, como podemos ver em Gênesis 14:20. E foi instituído como parte do culto dos Hebreus e também tinha a finalidade de sustentar os sacerdotes e ajudar aos necessitados. Entre as ofertas que eram oferecidas estavam: Colheitas, frutas, animais, rebanho, como especificado em Levítico 27:30-32 (CHAMPLIN, 2013, p. 202).
Uma coisa é verdade, se apoiar em Malaquias 3:10 para justificar a cobrança é muito complicado. Visto que o texto fala que o povo hebreu, que seguiam a lei, estavam desobedecendo aos mandamentos de Deus e não estavam dando os seus dízimos. Sabemos que não mais vivemos debaixo da lei (Gálatas 2:19) e os mandamentos do Velho Testamento, não mais valem para nós.
E sabemos também que o Novo Testamento não fala de dízimo, ele apresenta apenas uma comparação que Cristo faz lá em Lucas 11:42, onde embora os fariseus cumprissem a lei, deixavam de praticar o amor e a justiça para com as pessoas. Este texto fala da hipocrisia dos fariseus e não sobre dar ou não o dízimo. E apesar de que alguns vão dizer que Jesus não desconsiderou o dízimo, outros vão falar que sim, contudo sabemos que este texto é um tanto complicado para apoiar a prática, ele não é claro.
A pergunta que fica é: Devemos dar o dízimo ou não? Não mais ajudaremos a igreja?
Primeiro, não devemos ajudar a igreja para que possamos prosperar, esta seria a motivação errada. Devemos ajudar para manter o local onde prestamos culto a Deus.
Como em qualquer casa, a igreja tem algumas responsabilidades a cumprir como: Aluguel, água, luz, salários de trabalhadores, etc. E quem deve ser o responsável por estas contas é quem usa o local, ou seja, nós membros. É o mínimo que devemos fazer, pois quem usa certamente é o responsável.
Segundo, aplico uma lição que aprendi com um professor de seminário, a sua lógica é interessante. Se na época da lei, Deus determinava que o povo hebreu desse dez por cento do seu trabalho. Logicamente, agora que somos salvos pela graça, tudo o que temos pertence a Deus. Já que ele nos salvou e não exigiu nada de nós.
Eu acredito que os dez por cento é o mínimo que podemos fazer para vermos a obra de Deus crescer e para agradecer a Ele por sua graça.
Quem ama a sua igreja colabora, quem se preocupa oferta e ajuda e não tem medo de contribuir. Se este não é o seu caso, então repense o local onde você esta frequentando.
BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. São Paulo: Editora Hagnos, 2013.
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PERSEVERANÇA
Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.
Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. ( Filipenses 3:12-14)Sempre gostei muito de automobilismo. Durante décadas assisti muitas corridas; a maioria pela televisão, mas muitas ao vivo. Nesse esporte vê-se situações inusitadas e tudo pode acontecer. Talvez uma das cenas mais marcantes foi uma corrida da Fórmula 1 no ano de 1991. O piloto britânico Nigel Mansell liderava a corrida com mais de 50 segundos de vantagem para o segundo colocado. Na Fórmula 1 isso é uma eternidade. Nesse tempo dá pra fazer duas trocas de pneus. Ao abrir a última volta Mansell começou acenar para a torcida comemorando a vitória. Já tinham se passado cerca de 300km na corrida e faltavam apenas uns 4. Ele estava passeando pela pista, quando na metade dessa última volta, cerca de 2 km antes da linha de chegada, acabou a gasolina do seu carro. O brasileiro Nelson Piquet acabou vencendo a prova e Mansell ficou pelo caminho. Esse episódio me levou a entender que o importante nem é tanto como você larga, mas sim como você chega ao destino e isso tem tudo a ver com perseverança.
Perseverança é uma palavra que começa a ser cada vez menos lembrada no dia a dia. Vemos uma geração que é muito estimulada, atenta a tudo, muito ágil, mas a maioria não sabe lidar com problemas e acaba sucumbindo. Percebemos isso claramente nos relacionamentos. Nunca amizades e até mesmo casamentos valem tão pouco. É só os problemas que demandam esforço e abnegação aparecerem, que amigos e cônjuges são trocados pelos próximos da fila, afinal, “a fila anda”. E assim vivemos nosso dia a dia, fazendo da própria vida algo descartável.
Mas é na área da espiritualidade que a falta de perseverança faz mais estragos. Esses versículos da carta aos Filipenses enfatizam justamente isso. O apóstolo Paulo relata como ele lida com as dificuldades. No início do versículo 12, Paulo deixa claro que ele ainda não alcançou o alvo. Assim como Nigel Mansell em 91, Paulo estava muito bem encaminhado, mas ainda não tinha cruzado a linha de chegada. Ou seja, ainda havia lutas pela frente. Enquanto Mansell acenava para o público festejando a vitória antes do tempo, Paulo sabia que ainda havia lutas a serem vencidas; sabia que nada estava ganho. Assim também é com cada um de nós. Dia a dia somos assolados por todo tipo de problemas, dificuldades e desafios e só há uma forma de perseverarmos. Devemos olhar para Cristo e seguir em frente até que alcancemos o prêmio final. Conheço alguns cristãos que vivem como se já estivessem no céu. Não vêem problema algum e parece que esquecem que ainda pisam no planeta Terra. Isso é perigoso, pois perde-se a noção da realidade. Perde-se a conexão com a vida, com as pessoas e dessa forma nem podemos dize que se vive um cristianismo. Outros vêem a dimensão dos problemas e dos obstáculos e logo desistem. Isso também não é cristianismo. Não supervalorize teus problemas, mas sim fite teu olhar em Cristo.
Outro detalhe interessante, é que Paulo afirma que ele esqueceu as coisas do passado e segue firme para o alvo. Uma das coisas que mais atrapalha nossa vida são algumas coisas mal resolvidas no passado. Muitas vezes parece que o passado é como uma âncora que arrastamos pela vida. Um peso enorme que não nos deixa avançar. Paulo não podia se orgulhar do seu passado. Era um perseguidor sanguinário dos cristãos. Muitos pereceram em suas mãos, mas um encontro com o Cristo mudou sua história. Paulo colocou seu passado nas mãos de Deus e seguiu em frente. Será que nós nos libertamos do passado, ou tentamos revivê-lo? Teu passado realmente é passado ou ele ainda está vivo em tua mente, define muitas das tuas atitudes ou impede que você as tome? Uma das chaves para termos forças para seguir em frente é resolver o passado. Não é fazer de conta que ele não existiu, mas sim compreendê-lo e colocá-lo em seu devido lugar. Não devemos permitir que o passado determine nossas ações no presente e no futuro.
A última atitude de Paulo que quero comentar, pode ser entendida como a própria definição da palavra “perseverança”. Ele diz que prossegue para o alvo. Perseverar é prosseguir. Só podemos ter perseverança se tivermos um alvo estabelecido. Quando a questão é nossa espiritualidade, esse alvo é chegarmos à vida eterna. E esse alvo só é alcançado se seguirmos os passos de Cristo. Não adianta começarmos bem nossa vida com Deus e nos perdermos durante a caminhada. Não adianta liderarmos 300km de uma corrida, se nossa energia acaba nos últimos metros antes de completarmos a jornada, porque esquecemos do alvo. Para chegarmos ao final de uma corrida, devemos vencer todo tipo de adversidade. Talvez a maior delas seja nós mesmos. Assim como Paulo, é necessário que cada um de nós tenha muita determinação para perseverar na vida cristã.
Paulo passou fome, frio, foi preso, apedrejado e nada disso o fez desistir da jornada. Só conseguiu perseverar porque tinha um alvo muito bem definido. Será que isso é uma realidade na minha e na tua vida? Há milhões, talvez bilhões de pessoas que iniciam a jornada com Deus, mas muitos, talvez a maioria, acabam ficando pelo caminho. Viver o cristianismo é ter atitudes de abnegação diariamente. Abnegar da própria vida, entregando-a a Cristo, assim como abnegar da própria fraqueza, deixando que a força de Deus nos capacite a superar as dificuldades e o desânimo. Somente através de Deus é que conseguiremos perseverar. Mas para isso aconteça, temos que tomar uma decisão. Estamos dispostos a pagar o preço de suportar e superar todos os obstáculos que vierem pela frente? Você e eu achamos mesmo que nosso alvo vale a pena para lutar arduamente? Faça de Deus o parceiro dessa corrida; tenha ele sempre a teu lado, siga seus passos e não corra o risco de liderar 300km e acabar teu gás a poucos passos do alvo. Persevere dia a dia, momento a momento e assim você cruzará a linha da chegada.
Bruno Wedel: Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Betânia de Curitiba, pós-graduado em Teologia e Cultura pela Faculdade Wpós.
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DEUS E O MAL
Um tempo atrás, li um livro do Bart D. Ehrman chamado: O problema com Deus. Que trata do tema: porque sofremos, porque Deus permite que soframos.
O Teólogo que é Gnóstico e ph D em teologia, tenta achar contradição no problema: Deus o sofrimento e o mal. E durante todo o livro, faz perguntas cuja as respostas acabam culminando em: ou Deus não existe ou ele é sádico. A maioria de seus livros tem como proposta invalidar a Bíblia e transformar Cristo em uma história inventada por homens.
Pode soar estranho, mas eu gosto dos livros dele e de sua maneira de pensar, livre da religião e dos conceitos que a igreja impõe. É claro que eu não concordo com as suas ideias, não todas, mas não desvalorizo a sua forma de pensar. Afinal, de alguma maneira ele me faz meditar, ler e pesquisar mais.
O curioso é que as suas perguntas não são inéditas, alguns ateus ou simpatizantes que tenho conversado já me fizeram as mesmas indagações, que de um modo ou de outro, acabo respondendo com o pensamento de alguns autores que costumo ler e é sobre algumas destas perguntas que quero tratar.
A primeira pergunta me foi feita na hora do almoço em uma empresa que eu trabalhava, uma pessoa me perguntou: Se Deus existe e é onipotente, porque ele permite o sofrimento?
Sempre que respondo esta pergunta tento lembrar a resposta de C. S Lewis para esta mesma indagação:
“O problema de reconciliar o sofrimento humano com a existência de um Deus que ama só permanecerá insolúvel se atribuirmos um sentido corriqueiro a palavra amor e encararmos as coisas como se o homem fosse o centro delas”.
Sempre pensamos que Deus, o todo poderoso e sábio, deve agir de nossa maneira e não da sua maneira e quando ele não nos ajuda segundo o nosso ponto de vista, começamos a achar que ele não está nos ouvindo, que ele nos abandonou. Isso sem contar as muitas vezes que estamos bem e nem nos lembramos dele. Muitos lembram apenas quando acontecem catástrofes ou encontram pessoas passando dificuldades.
É engraçado por a culpa em Deus por termos muitos que sofrem ou passam fome. Sendo que o nosso país joga fora quarenta mil toneladas de alimentos diariamente, segundo a Embrapa. E a culpa é de Deus, só que poucos se mobilizam para mudar esta situação. Isso sem contar com a indústria farmacêutica, que ganha milhões às custas das doenças. O dinheiro move o mundo, a grana é o grande norte do homem e a culpa é tudo de Deus, sei…
O homem é egoísta e mau, sua natureza só faz pensar em si e ainda por cima consegue achar outro culpado. Norman Geisler e Frank Turek no livro: Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, dá uma conclusão interessante para o problema do mal:
“Sempre falamos sobre Deus conter o mal, mas nos esquecemos de que, se ele o fizer, vai precisar nos conter também. Todos nós fazemos alguma coisa de mal”.
Deus nos fez livres e por sermos livres, agimos como bem entendemos e é ai que está a fonte deste mal, o nosso livre-arbítrio. Agostinho disse certa vez:
“Se o bem vem de Deus, o mal se origina da ausência do bem e só pode ser atribuído ao homem, por conduzir erroneamente as próprias vontades”.
Esta frase resume bem a condição humana e como o homem usa a sua liberdade de forma errada.
Acredito também que por Deus nos amar, ele nos ensina e é através do sofrimento que muitas vezes aprendemos. Quem já passou fome sabe a importância de não se desperdiçar alimentos. Quem já ficou desempregado sabe valorizar o seu trabalho. A vida é assim e o homem muitas das vezes aprende apenas desta maneira.
Mas Bart D. Ehrman faz outra pergunta no livro, um pouco mais difícil de explicar: Porque uma pessoa boa nasce com doenças ou acaba pegando uma doença que a faz sofrer muito?
Eu queria que a resposta fosse fácil, queria poder falar que Deus está tentando ensinar algo a ela, ou que tem um propósito em tudo isso. Mas certas coisas são difíceis de explicar, quanto mais entender. Uma criança que nasce com uma doença terminal, ou inúmeras pessoas nascendo em um país onde impera a fome e guerra são situações difíceis de se entender.
Um pai de família que sofre com um câncer devastador é inexplicável e impossível de entender. É difícil falar que Deus tem um propósito em tudo isso, concordo com Bart D. Ehrman, mas dizer que ele não existe por conta disso, acho sem lógica.
Gosto muito do livro de Jó. E fico admirado quando Deus de um redemoinho fala com ele (Jó 38) e o faz entender que ele não sabe de nada, e que Deus tem tudo sob controle. Mas o melhor do texto é quando Deus termina a sua narrativa, sem explicar porque Jó sofreu, ele não deu resposta alguma.
Considero a fé essencial em minha vida e é por essa e outras dúvidas, que desisti de procurar respostas para tudo. Eu sei que muita coisa não tem explicação e não me considero tão importante para exigir estas respostas de Deus.
Mas uma coisa eu sei, apesar de muitas vezes não parecer, Deus esta no comando. Seja em qualquer situação ou dificuldade, seja por doença ou perseguição, ele nunca nos abandona.
O sofrimento nesta terra é passageiro, a vida eterna é perto do Pai e não aqui. É nesta esperança que eu me sustento é nela que devemos nos apegar.
E quanto ao sofrimento, em vez de reclamar e ficar vendo as pessoas passarem dificuldades, pondo a culpa toda em Deus, aproveite para estender a mão e ajudar alguém.
BIBLIOGRAFIA
LEWIS, O Problema do Sofrimento, Editora Vida, São Paulo, 2001.
GEISLER, Norman, TUREK, Frank, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Editora Vida Acadêmica, São Paulo, 2012.
EHRMAN, Bart D, O Problema Com Deus, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2008.
http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/03/de-olho-no-bdesperdiciob-da-lavoura-mesa.html (Revista Época, 2015)
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CEGUEIRA
Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando. Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de moto perfeito.( Marcos 8,24-25)
Nos versículos 22 ao 26 desse capítulo do evangelho de Marcos vemos mais um milagre realizado por Jesus, o Messias. Dessa vez ele curou um cego.
Acho que a cegueira tem tudo a ver com a condição humana. Talvez a grande maioria das pessoas não tem problema em sua visão, fisicamente falando, mas não consegue ver a realidade da vida. E pior; agem e reagem baseados na realidade distorcida que vêem. Um indício que o homem não consegue fazer uma leitura correta do que está ao seu redor é a própria condição na qual ele se encontra. Dia a dia, ele mergulha mais e mais em um poço de desesperança. Dia a dia, o homem está mais infeliz, ansioso, deprimido e cada vez mais longe de si mesmo. A ciência da vida e o autoconhecimento não tem conseguido dar direção à sua vida. Tal como o cego dessa narrativa bíblica, a maioria das pessoas não vêem nada e vivem no escuro, esperando a esperança.
Mas houve um dia onde a esperança se tornou realidade na vida desse cego. Sua vida cruzou com a de Jesus e foi aí que a realidade mudou. Mudou pelo simples fato de Deus ser a verdade. Ele é a verdade que deve ser vista e vivida, pois, como ele mesmo disse, “Eu sou”. Ele é e isso nos basta.
Muitas pessoas, mesmo que busquem a Deus, são reféns de religiões ou de líderes que os aprisionam. Voltam ao tempo em que se precisava de um mediador humano para chegar a Deus. Precisamos de pastores, líderes e referências em nossas vidas, mas não são eles que devem abrir nossos olhos e sim o próprio Cristo. Infelizmente é comum ver falsos pastores e profetas prometendo libertação, mas seu rebanho é conduzido como um cachorro que é levado a passear com seu dono na rua. O cachorro sai, todo feliz, achando que é livre. Mas a realidade é que ele tem que andar por onde seu dono lhe conduz. Cuidado com os faltos profetas. Enquanto que os verdadeiros te levam a ser conduzidos por Cristo, os falsos prometem abrir teus olhos e além de não abri-los, são eles que te conduzem e ditam as regras para tua vida. Você estará vivendo na penumbra, achando que vive na luz.
No texto de Marcos, lemos que um homem não enxergava e Cristo o fez ver a realidade a sua volta. Da mesma forma, só Jesus pode nos fazer ver a vida como ela realmente é. A minha e a tua identidade estão em Jesus. Só ele é que pode nos mostrar quem realmente somos.
Algo que chamou minha atenção nesse texto, é que a cura foi gradual. Não fiz um estudo para saber por que Jesus agiu dessa forma, mas acho que podemos fazer uma aplicação para nossa realidade. Veja que o cego recobrou a visão, mas ainda não via claramente. O texto relata que ele mesmo disse que via as pessoas como árvores. Ou seja, ele já via alguma coisa, mas não a realidade. Jesus, em uma segunda etapa da cura, pôs as mãos em seus olhos e ele passou a ver claramente. Agora ele via distinguia tudo de modo perfeito. É isso que ele também quer fazer para mim e para você. Ter uma visão clara da vida é um processo; é um aprendizado no qual se amadurece.
Quero te perguntar. Como você vê a vida e o mundo que está ao teu redor? Você não vê nada, vê árvores andando ou vê tudo de modo perfeito, da mesma forma que Deus vê? Não sei quanto a você, mas tenho certeza que se eu visse o mundo da forma que Deus o vê, muitas das minhas atitudes seriam diferentes. Será que deixamos que Cristo abra nossos olhos para conseguirmos ver com os olhos de Deus? Será que estamos dispostos a abrir mão da nossa forma de ver e de viver a vida?
Somente Cristo pode dar a mim e a você uma visão clara do Reino de Deus. Deixe que ele abra teus olhos para que você viva da forma que é a melhor para você. E não esqueça que, da mesma forma que na cura desse cego, ver a vida com os olhos de Deus é um processo. Somos limitados pela imperfeição humana, e por isso mesmo, temos que pedir dia a dia que Deus abra os nossos olhos e que nos dê a mente de Cristo. Essa é a única forma de sermos curados da cegueira na qual o homem se encontra.
Bruno Wedel: Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Betânia de Curitiba, pós-graduado em Teologia e Cultura pela Faculdade Wpós.
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NEFILINS
“Havia naqueles dias gigantes na terra” (Gênesis 6:4) (ARC)
Este é um daqueles textos controversos da Bíblia e, a meu ver, um dos que mais geram equívocos e teorias mirabolantes na interpretação do versículo. Basta você comprar um livro sobre o assunto ou dar uma pesquisada na internet para conferir todas as histórias sobre estes gigantes (Nefilins). Por sorte, outros teólogos têm explicações simples e sem costuras bíblicas, tais quais muitos gostam de fazer. Resolvi estudar este tema mais a fundo, para responder à dúvida de uma amiga, então, vamos lá. Espero não ofender quem pensa diferente, pois o propósito do texto não é ofender e sim esclarecer.
A fim de ser relevante, li diversos sites e inúmeros comentários bíblicos e dicionários teológicos, mas confesso que eu já tinha um ponto de vista formado, a pesquisa serviu para aprimorar ainda mais o meu modo de ver, mas não me convenceu a mudar de ideia. Antes, vamos dar uma revisada nas diversas histórias para depois expor a palavra, que a meu ver, está um tanto quanto clara.
A grande teoria sobre os Nefilins (gigantes) é que eles eram fruto do relacionamento dos filhos de Deus com mulheres humanas, como diz em Gênesis 6:4. E, segundo a teoria de alguns teólogos, o dilúvio aconteceu por causa desta mistura de raças; Deus quis limpar a terra. Basicamente, é esta a interpretação que você encontra em diversos sites. Existe um problema nesta teoria e em muitas outras, então vejamos:
1 – Se o dilúvio aconteceu para limpar a terra desta mistura de raças entre anjos caídos e mulheres, por que a Bíblia relata mais gigantes após o dilúvio?
Alguns falam que a mistura aconteceu em escala menor, mas aconteceu. Como Deus permitiu novamente, se ele já havia destruído a terra por este motivo? É no mínimo estranho, eu sei que o pecado continuou após o dilúvio e Deus já tinha um plano de redenção para a humanidade antes da fundação do mundo (1 Pedro 1:20). E esta lenda de gigantes não tem nenhum outro apoio ou propósito.
2 – Alguns teólogos, ou curiosos, interpretam o termo “filhos de Deus” como anjos, e isso é outro problema, uma vez que este termo é usado tanto para anjos, como em: Jó 1:6, 2:1, 38:6-7, quanto para o povo de Deus: Dt 14:1; Is 1:2; Os 1:10.
3 – Outro grande problema nestas teorias está em Mateus 22:30, onde Cristo, ao responder uma pergunta dos Saduceus sobre quem iria ficar com a mulher que casou várias vezes, quando todos subissem ao céu? Jesus responde que todos serão como anjos no céu, que não se casam. A justificativa destes teólogos é que Cristo estava falando somente do céu, mas não me convence, eu ainda continuo acreditando que os anjos não têm sexo.
Mas o grande erro é o de interpretação bíblica mesmo, uma falta de atenção, pois a palavra diz:
Naqueles dias havia nefilins (Gigantes) na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos (Gênesis 6:4) (NVI).
Havia gigantes na terra, antes e depois dos filhos de Deus possuírem as filhas dos homens, e esta união não resultou em gigantes, pois já existiam, mas em heróis, ou valentes, como algumas traduções colocam. É como se a passagem estivesse explicando quando os Nefilins habitavam a terra.
Esta, a meu ver, é a melhor e mais coesa forma de interpretar o texto, lembrando que, segundo a Bíblia, os gigantes não passavam de três metros (1 Samuel 17:4). E existe a possibilidade destes homens nem terem sido gigantes, mas somente homens que metiam medo ou fortes, já que o termo Nefil, vocábulo que faz parte da palavra Nefilin, em hebraico, significa: valentão ou tirano (Champlin, 2014, p. 904).
Aprendi ao longo da caminhada a não seguir teorias, sem antes conferir e pensar bem no que está sendo dito. Às vezes, acreditamos em histórias mirabolantes e esquecemos de pensar por nós mesmos, ler livros relevantes e pesquisar bem antes de acreditar.
E eu aprendi também que nem tudo a Bíblia dá respostas, algumas coisas não são explicadas e você vai ter que conviver com isso.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. São Paulo: Ed. Soc. Bíblica do Brasil, 2005.
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Editora Paulus, 2013.
PETERSON, Eugene. Bíblia a Mensagem. São Paulo: Editora Vida, 2013.
CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.
CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. São Paulo: Hagnos, 2011.
CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo. São Paulo: Editora Hagnos, 2014.
BRUCE, FF. Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Editora Vida Nova, 2008.
WALTON, John.; MATTEWS, Victor.; CHAVALAS, Mark. Comentário Bíblico Atos Antigo Testamento. Minas Gerais: Editora Atos, 2003.
