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OS BENEFÍCIOS DA LEITURA
Muitos amigos compartilham comigo seus profundos desgostos com a leitura, conheço pessoas que durante sua vida nunca leram um livro sequer, isso me impressiona e me deixa pensativo, visto que, ler é uma prática importante.
Quem me conhece sabe o quão amigo eu sou dos livros e ler, faz parte do meu cotidiano. Tomei gosto pela leitura ainda novo. Sempre tinha em minha casa alguns livros enfeitando a estante. E foi com alguns deles, mais precisamente a coleção do Monteiro Lobato, que iniciei a minha jornada de leitor.
Outra grande incentivadora da leitura foi a escola no qual estudei. Onde em todas as séries, uma professora passava convidando os alunos a emprestarem livros da biblioteca. Lembro até hoje alguns autores que li, sendo que, muitos eram da série Vaga-lume, quem já leu sabe do que estou falando. Monteiro Lobato disse certa vez:
“Um país se faz com homens e livros”.
Esta é, em minha opinião, uma das grandes verdades da vida. Pois os benefícios para quem lê são muitos e entre todas as benesses estão: Um vocabulário mais amplo, uma melhor opinião crítica, melhor interpretação de texto e por aí vai.
Entre todas as desculpas que eu ouço de quem não gosta de ler, a falta de paciência está entre elas. Uma desculpa admirável, já que uma grande parte dessas pessoas ficam horas em frente da TV, redes sociais, etc. Simplesmente jogando o tempo fora sem tentar sequer ler um livro.
E são estes que ao longo da vida se deixarão levar por notícias falsas, publicações equivocadas ou tendenciosas. Ou que viverão a vida acompanhando o pensamento da grande massa, em uma total ignorância, presos em uma escuridão sem igual.
E se você é cristão a coisa piora ainda mais, pois seguir a Cristo sem ler ou estudar a palavra, prática fundamental para quem se diz cristão, é no mínimo contraditório. Depois ficamos brabos por vermos falsas teologias entrarem no seio da igreja, mas a única forma de combatê-las é estudando a palavra.
Porém, se você tem algumas dificuldades para adquirir hábito de leitura, ou conhece alguém com estas dificuldades, segue algumas dicas:
1 – Comece lendo pequenos textos e aos poucos vá aumentando a quantidade de leitura. Se for a Bíblia, melhor ainda, leia alguns versículos e tente ir aos poucos lendo mais. Para tudo tem um começo, gosto de um provérbio chinês que diz:
“Uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo”.
2 – Procure ler para entender e não pela quantidade, principalmente se for a Bíblia, não adianta você ler a palavra em um ano e assimilar pouco conteúdo, demore mais tempo e absorva mais, que com o tempo você vai se habituar a ler mais rápido.
3 – Separe um tempo diário para ler e tente seguir com certo rigor. Principalmente se você é uma daquelas pessoas que não para nunca. Será uma ótima oportunidade para relaxar e descontrair a cabeça.
4 – Fique longe de distrações como celulares, redes sociais, TV e coisas do tipo, pois estas tecnologias te desviam do foco, quando for ler, leia e ponto final.
Estas são algumas poucas atitudes que eu tomo na hora de ler. Sou um grande incentivador da leitura, escrevo algumas resenhas de livros justamente para despertar alguma curiosidade em quem gosta de ler.
Quem não lê vive no escuro, enxerga o mundo por uma lente embaçada. A falta deste costume, na maioria das vezes, gera pessoas alienadas e ignorantes, e como nunca é tarde para começar a ler, eu lhe faço um convite para embarcar nesta jornada maravilhosa.
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TITANIC
A história do Titanic é uma das mais trágicas que eu conheço, mas o que mais me chama a atenção na história toda, não é o fato deles terem falado: Este navio, nem Deus afunda. E sim, como eles agiram, enquanto a nau estava imergindo. Não acho, tal qual alguns fundamentalistas, que Deus ouviu esta frase e se vingou deles, não creio neste Deus vingativo, acho que o que aconteceu foi uma infelicidade de estarem em um local errado, na hora errada.
O que eu lamento neste episódio todo é o quanto o egoísmo e o preconceito com os pobres do navio levaram inúmeros cidadãos a morte, em uma chacina em nome de salvar as “pessoas mais nobres e importantes do barco”. Enquanto alguns se salvavam confortavelmente nos botes, outros morriam de frio nas águas geladas do Oceano Atlântico.
Esta infeliz história se repete nos dias de hoje, sempre e a cada hora, quando inúmeros cristãos se fecham em suas igrejas clubes e esquecem-se de olhar para os que necessitam salvação. E enquanto a volta de Cristo é aguardada nestas quatro paredes, o mundo se afoga no mar gelado do pecado. É fácil desejar à volta de Cristo quando você já percorre o caminho da cruz. A pergunta que fica é: E os outros?
Qual é a importância que damos aos que estão se afogando?
Será que depois que nos instalamos confortavelmente em nosso bote salva-vidas, não nos esquecemos dos que estão lá fora?
Cristo durante seu ministério, ajudou, curou e libertou muitas pessoas e o mais interessante era que muitos que tinham conhecido a Jesus e sido tocados por ele, queriam na mesma hora, sair falando de quem o havia salvado (Marcos 5:20, Mateus 9:31, João 9:11). Este sentimento e esta vontade de proclamar não existe mais nos dias de hoje, têm sido afogado pelo conforto que a igreja proporciona, e isso não podemos deixar acontecer.
Ser cristão é muito mais do que se fechar na igreja. Seguir a Cristo é muito mais do que esperar a sua volta, o reino de Deus começa aqui. E dar exemplo, ajudar o próximo e ser luz, é o resultado do que é seguir a Cristo, este é o fruto do cristão, e pelo fruto se conhece a árvore (Lucas 6:44).
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NO PRINCÍPIO
“No princípio criou Deus o céu e a terra” (Gn 1:1).
São muitas as teorias que explicam como surgiu o universo. Alguns vão falar que tudo surgiu do acaso, uma coincidência cósmica. Outros falarão que Deus criou tudo através de seu grande poder. E muitos vão afirmar que não existe este negócio de Deus, devemos confiar apenas na ciência e que religião é coisa de alienados sem cultura.
O curioso é que nenhum destes ainda provou que Deus não existe. Você pode falar que não acredita em Deus, nem na Bíblia, e só crê em provas palpáveis, mas ninguém pode provar que ele não existe, acho isso profundo. Mas o que mais me faz pensar são estas primeiras palavras da Bíblia:
“No princípio”.
Procuramos entender tanta coisa, estudamos e criamos teorias, o homem já achou curas para tantos males, mas até agora não conseguiu explicar este princípio de tudo.
Este “No principio” revela muita coisa.
A primeira é que não somos nada, pois no princípio, no começo de tudo, não éramos nada. Mas mesmo não sendo nada, não poupamos esforços para tentar mostrar como somos superiores uns aos outros.
Há uns anos atrás, um desembargador humilhou um garçom porque ele não teria servido a sua bebida direito. Ele falava de forma arrogante: Você sabe com quem esta falando? Eu sou um desembargador, me respeite, como se o garçom também não merecesse respeito por ser um garçom. O pior é que esta síndrome de arrogância afeta de igual forma algumas nações. Países se sentem no direito de consumir mais do que necessitam, de mandar lixo para lugares que eles consideram aterros sanitários, afinal, eles são importantes e os outros que se ferrem.
O homem não perde o costume de se achar o maioral, se mostrar como um gigante único, dono de todo o poder. Mas não somos nada, basta um vento forte, um tremor de terra ou apenas a falta de trabalho, que tudo desmorona. Isso sem contar que vivemos em um minúsculo planeta, em meio a uma galáxia entre duzentos bilhões de galáxias aproximadamente, só nós que não percebemos o tamanho da nossa insignificância. Mas este “No princípio” revela outra coisa.
Que Deus era é e sempre foi e se você não entende como Ele nunca passou a existir, que sempre existiu e é eterno, seja bem-vindo ao mundo da limitação. Bem-vindo ao universo do ser humano frágil e insignificante. Pois é isto que releva este “no principio”: Deus é grande e é impossível de ser compreendido.
Gosto do livro Confissões de Santo Agostinho e nesta obra, o autor tem um capítulo genial para este curioso assunto que é a eternidade, destaco a parte mais relevante:
“Na eternidade, ao contrário, nada passa, tudo é presente, ao passo que o tempo nunca é todo presente. Esse tal verá que o passado é impelido pelo futuro e que todo o futuro está precedido de um passado, e todo o passado e futuro são criados e dinamam d’Aquele que sempre é presente”.
Deus vive no eterno agora, enquanto nós estamos presos nesta temporalidade, resumidos há anos ou meses. Somos pequenos perto de nosso criador que sempre foi e sempre será.
A Bíblia também nos dá um exemplo de como somos pequenos e como Deus é grande. Ela fala que Deus descansa os seus pés na terra (Isaías 66:1). Profundo não é?
O livro de Gênesis fala que fomos feitos do pó, somos um nada de tão pequenos. Isso sem contar que somos seres dependentes, mesmo que não confessemos isso. Seja de Deus ou do funcionário que neste momento está trabalhando para que a luz chegue a sua casa. Ou do motorista de ônibus, do frentista do posto de gasolina e por ai vai.
Nós somos dependentes uns dos outros, e achar que somos melhores ou maiores que o próximo é no mínimo inocente, é uma pretensão tremenda. Se não fosse aquele garçom servir o desembargador arrogante, aquele homem teria que levantar ir buscar o seu alimento, e isso o cara não pensa.
Quando leio Gênesis, não apenas tento entender como tudo se formou, como Deus agiu, ou se alguma teoria científica realmente se encaixa nestes relatos, conforme alguns adeptos ao design inteligente afirmam. No momento que eu leio estas primeiras frases da Bíblia eu percebo como sou pequeno e dependente do Pai e como é a minha obrigação servir ou no mínimo ser humilde para com o próximo. Já que este Deus, que sempre existiu, veio a este mundo morrer por nós e nos salvar.
Se ele serviu, eu no mínimo tenho que servir, e se ele foi humilde, o mínimo que devo ser é humilde, já que ele é Deus e eu sou um ser dependente, pequeno e insignificante.
BIBLIOGRAFIA
AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004.
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TATUAGENS
Na minha inocência, sempre achei que um dia não iria mais precisar responder perguntas sobre tatuagens, se é pecado ou não. Em um mundo tão conectado, onde temos tantas informações ao alcance de um click, achei que um dia isso iria acabar. Mas para o meu grande engano, volta e meia respondo e tenho que me defender de algumas acusações sobre este tema. Então, afim de por uma pedra neste assunto, pelo menos na internet, onde posso mandar o texto para qualquer um que me perguntar, resolvi postar esta explicação.
Começarei com uma breve explanação de como se deve ler e estudar a Bíblia. Muitos acham que a Bíblia foi escrita a partir de vários versículos e que você lendo estes versículos já estará entendendo e poderá aplicar esta palavra em sua vida, ledo engano. Com exceção de provérbios, a Bíblia é composta de vários assuntos e se você ler apenas os versículos destes muitos assuntos terá um enorme problema para entender o que a palavra quer passar.
Quando você recebe um e-mail, você não lê apenas algumas frases isoladas e sim todo o conteúdo, para entender a mensagem que o remetente lhe enviou, a Bíblia não é diferente. A divisão de capítulos e versículos nos dá à possibilidade de nos situarmos no texto para melhor compreendermos a palavra, mas não é um artifício para dividirmos um assunto e usá-lo separado do contexto.
Quando você for ler um versículo da Bíblia e fizer uma aplicação pessoal, antes, você deve identificar a perícope (assunto do texto) daquela passagem e ler ela inteira para saber o que aquele texto está querendo passar. Muitas vezes ao usar apenas um versículo e dar a sua interpretação, você acaba se equivocando, por não ler o conteúdo inteiro e não entender todo o contexto daquele capítulo.
Voltando a tatuagem, um dos textos mais usados por pessoas que querem condenar quem tem alguns rabiscos na pele é o texto de 1Coríntios 6:19 que diz:
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”.
O mais curioso é que quando lemos a perícope inteira (assunto), que vai de 1Coríntios 6:12 ao 20, conseguimos perceber que o texto esta falando de imoralidade sexual, vícios e coisas que nos escravizam e não sobre tatuagens e afins, é sobre práticas pecaminosas e não sobre marcar o corpo. Outro versículo bastante usado esta em Levítico 19:28 que diz:
“Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor”.
Mais uma vez ressalto a importância de ler com cuidado o assunto inteiro do capítulo. E este por sinal é muito interessante, pois a palavra nos dá inúmeras proibições e entre elas estão: não danifique a ponta da barba, não corte o cabelo redondo, guarda teu sábado e por aí vai.
Este livro da Bíblia é um manual para os sacerdotes poderem desempenhar seu trabalho, principalmente quanto a parte de sacrifícios e algumas festas solenes. Mas falando destas marcas, o texto adverte quanto a práticas de luto da religião Cananéia, que era muito comum naquela época, marcar o corpo para atrair a atenção dos Deuses ou coisa assim. Mas graças a Deus não guardamos mais a lei, afinal, somos salvos pela graça (Gálatas 2:15-21) e estas antigas práticas ficaram no passado.
Aprendi ao longo de minha caminhada cristã a não “demonizar” o que eu acho diferente. Não é porque eu acho estranho, que é pecado. Ser Cristão é ser pequenos Cristos, como eu sempre falo, é ter um padrão de vida e não um estilo de roupa.
Com isso, não quero que você termine de ler o texto e faça um monte de tatuagens. Lembre-se, tudo me é lícito, mas nem tudo me convém (1Coríntios 6:12), pode ser que para você não convenha fazer uma tatuagem. Apenas quero que reflita, estude e não viva uma vida baseada em falácias, de pessoas que não sabem o que a Bíblia esta dizendo.
BIBLIOGRAFIA
GUSSO, Antônio Renato, O Pentateuco, Introdução Fundamental E Auxílios Para A Interpretação, Editora AD Santos, Curitiba, 2011.
CHAMPLIM, RN. O Novo Testamento interpretado Versículo a Versículo, Editora Hagnos, SÃO PAULO, 2014.
CARSON. DA. Comentário bíblico vida nova. SÃO PAULO – SP, EDITORA VIDA NOVA, 2012.
CHAMPLIM, RN. Enciclopédia bíblica de teologia e filosofia. 10° ED. SÃO PAULO – SP HAGNOS. 2011.
WALTON, John, MATTHEWS, Victor, CHAVALAS, Mark, Comentário Bíblico Atos Antigo Testamento, Editora Atos, Minas Gerais, 2003.
WIERSBE, Warren W, Comentário Bíblico Expositivo Warren W. Wiersbe, Geográfica Editora, São Paulo, 2007.
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DESERTO
Quem nunca se sentiu abandonado e sozinho que atire a primeira pedra. Ou quem nunca achou que no instante em que orava parecia estar falando com as paredes, com o imaginário, seja o primeiro a atirar.
Momentos de deserto fazem parte de nossa existência, períodos onde tudo parece conspirar contra nós vêm junto com o tal viver. Mas isso não se limita a nós, “meros mortais”, ao lermos a Bíblia veremos inúmeros servos de Deus na mesma situação.
Elias foi um deles, que após se esconder da rainha Jezabel, desejou a morte (1Reis 19:4). E o que falar de Jó, que desejou morrer após perder tudo o que tinha (Jó 3:1-25). Este livro é uma das provas que homens de Deus também passam por problemas. Mas a pergunta que temos que fazer quando passamos por estas situações é:
Deus se afastou de mim ou eu que me afastei dele? Quem abandonou quem?
Costumamos nos sentir sozinhos, desamparados, mas muitas das vezes quem se afasta de Deus somos nós. Esquecemos de verdadeiramente confiar, verdadeiramente acreditar que ele não nos deixou de lado. Jesus disse em Mateus 28:20.
“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.
Brennnan Maning em um vídeo no YouTube chamado: Você que crê ele te ama? Propõe algumas observações interessantes sobre confiar em Deus. Ele acredita que quando chegarmos aos céus o todo-poderoso nos fará apenas uma pergunta:
“Você realmente acreditou que eu te amei?”.
E aí está a questão, pois se realmente acreditamos que Ele nos ama, que morreu por nós e que cuida de nós, temos que levar esta certeza no coração, mesmo entre momentos obscuros e solitários ou em períodos de caos. Deus não nos abandona, Ele é o único fiel e esta verdade deve estar marcada em nosso peito.
Sem contar que o sentimento de abandono também serve para que aprendamos a confiar em Deus e creiamos em seu cuidado. Há tempos o homem tem se esquecido da escola do deserto, de como evoluímos diante das dificuldades. Somos filhos de uma geração que não pode sofrer, que se algo dá errado culpamos Deus.
O problema é que falamos que confiamos, mas na verdade não estamos confiando de verdade. Quando nutrimos expectativas, quando esperamos resultados, estamos tomando o controle sem deixar Deus fazer o que realmente quer.
Confiar significa: Se entregar aos cuidados de alguém, sem receio de sofrer ou perder algo. Ou seja, é largar o comando e deixar Deus controlar.
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AS CINCO VIAS DE TOMÁS DE AQUINO
Gosto muito de Tomás de Aquino, com uma obra com mais de sessenta títulos, ele foi coroado como um dos mais eruditos e influentes pensadores do saber teológico e moral. Em um período onde a igreja acreditava que o pensamento de Aristóteles era perigoso, foi com ele que Tomás fez parceria, mostrando uma forma diferente de se fazer teologia na época.
Entres sua grandiosa obra, provar que não viemos do acaso e que somos frutos de uma causa inteligente foi um dos seus grandes trabalhos, resumidos em cinco vias que provam a existência de Deus.
Fundamentado no argumento tomista, ele não foi o criador destas teorias, apenas ficou conhecido por resumi-la em cinco vias. É importante salientar que Tomás de Aquino pensa em causas que agem de uma forma simultânea, tal qual a engrenagem de uma máquina e não sucessivamente.
1 – A primeira via, se sustenta no fato de que no universo existe movimento. Baseado em Aristóteles, Tomás de Aquino considera que todo o movimento tem uma causa que está fora do próprio ser em movimento, pois não se pode admitir que esta coisa pode ser o objeto movido e ser o princípio motor ao mesmo tempo. Tudo o que está em movimento é movido por outra coisa. Porém, o próprio motor é movido por outro motor, com isso admitimos: que existe uma série infinita de motores, ou a série é finita e Deus é o causador do movimento, Ele é o primeiro motor.
2 – A segunda via, defende a ideia de uma causa geral. Ou seja, todas as coisas ou são causadas ou são efeitos. Sendo, portanto, impossível conceber a ideia de que algo causa a si mesmo. Se assim o fosse, ela seria causa e efeito ao mesmo tempo, sendo posterior e anterior, o que seria algo inconcebível, um absurdo. E se toda a causa é causada por algo, podemos admitir a existência da primeira causa não causada, Deus, ou aceitar que isso não tem fim e não explicar a causalidade.
3 – A terceira, fala do conceito de necessidade e possibilidade. Todos os seres vivos estão em constantes transformações, alguns nascendo, outros morrendo. Mas o fato de existir ou não, não é ter uma existência necessária e sim temporária, já que o que é necessário não precisa de causa para existir e do nada ninguém vem. Então estes seres precisam de um ser supremo (Deus) ou algo que o façam existir.
4 – A quarta fala nos graus de perfeição. Existem graus na bondade, na verdade, na nobreza e em vários desta ordem a partir de um máximo, que nos faz pressupor que existe uma verdade absoluta, um bem maior: Deus.
5 – A quinta tem o seu fundamento na ordem das coisas. Já que existe ordem no mundo, mesmo quando desprovidas de consciência disso, a harmonia com que alcançam o seu fim é a prova de que não se movem por acaso. Existe uma ordem que um ser supremo dá a todas as coisas: Deus.
Apesar das tentativas de refutar encontradas na internet, as cinco vias têm muita lógica e coesão, ao contrário da teoria que somos fruto do acaso ou de uma bagunça cósmica. O argumento pode ter as suas falhas, ou pontos difíceis de conceber, mas não é ilógico, muito menos indigno de se considerar coerente.
BIBLIOGRAFIA
AQUINO, Tomás. Seleção de Textos. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004.
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OFENSOR E OFENDIDO
Alguém disse certa vez que:
“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.
Poucos conhecem o poder destrutivo de guardar mágoa, mas muitos durante a sua vida, já devem ter sido ofendidos. E ser ofendido, magoado ou humilhado, não é bom.
O ofendido convive com o seu ofensor todas as vezes que guarda ressentimento. É inevitável lembrar-se do ocorrido, é quase impossível tirar o assunto da cabeça. E se ele é próximo a você, a coisa piora ainda mais, pois além de ter a sua relação pessoal afetada, você terá o assunto fresco em sua mente, sempre que vê-lo e a intenção é sempre piorar.
Por isso, quando Cristo nos manda perdoar quem nos ofendeu (Mateus 18:21-22), não é para nos humilharmos e sim, termos uma oportunidade de descarregar um grande peso das costas. Quem perdoa se alivia, quem perdoa se alegra, perdoar não é fácil, mas é libertador, requer esforço, mas o retorno, independente se a pessoa reconheceu o erro ou não, é quase sempre garantido; é libertador. Mas não é somente por isso que temos a missão de perdoar, devemos perdoar, porque Deus nos perdoou (Efésios 4:32).
Cristo em Mateus 18:23-34 conta a parábola dos 10.000 talentos, onde um senhor, quando resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados, perdoa uma dívida milionária de um de seus servos, após ver que este trabalhador não conseguiria pagar todo aquele dinheiro. E este servo, quando teve a oportunidade de também perdoar a dívida de um companheiro de trabalho, preferiu cobrar e condenar a pessoa que o devia, sem ter o mínimo de compaixão.
Perdoar é o mínimo que podemos fazer, já que Cristo nos perdoou e morreu por nós. Ele não exigiu nada, não fez acordos, nem ameaças, apenas perdoou. C. S. Lewis disse certa vez:
“Ser cristão é perdoar o indesculpável, porque Deus perdoou o indesculpável em você”.
Quem pede perdão, reconhece que falhou e sempre estará propenso a falhar, quem perdoa deve estar aberto a entender que todos estão inclinados a errar, inclusive ele.
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OSTENTAÇÃO
Se eu pudesse dar um nome a nossa geração, nomearia como:
“Geração Ostentação”.
É Visível a grande necessidade que muitos têm em ostentar, mostrar que tem bens, ou que é superior aos outros.
A começar pelos carros, ninguém mais compra um carro pela sua funcionalidade e sim pelo status que proporciona, o mesmo vale para casas, roupas e equipamentos eletrônicos, como iphones e coisas do tipo.
Uma pesquisa em um site de economia diz que o brasileiro é o que mais compra carros de luxo. Em contrapartida, um outro site de economia divulga que o brasileiro vive endividado, ele trabalha para pagar contas e juros de cartão. E não é de se admirar, já que é comum passarmos por casas caindo aos pedaços, com carros novos na garagem, isso é normal no Brasil. No afã de mostrar que tem dinheiro, deixam para trás necessidades básicas a fim de manter um padrão que não corresponde ao seu ganho mensal.
Mas viver uma vida de ostentação tem o seu ônus, comprometer quase todo o salário em nome de manter um padrão de vida mentiroso tem as suas grandes armadilhas.
A primeira delas é a preocupação e o fato que muitas vezes o cidadão vai ter que trabalhar dobrado para pagar aquele bem. Conheço pessoas que comprometem o salário todo para pagar um carro. E para sobrar grana para as demais necessidades, eles fazem horas extras, vendem diversos produtos, vivem preocupados com dinheiro, fazendo de tudo para conseguir mais verdinhas, em vez de tentar adequar o valor do carro, com o seu ganho mensal.
A segunda grande armadilha que a falta de planejamento financeiro traz é que, qualquer oscilação no orçamento: doença, acidente, desemprego etc., transforma a vida deste gastador em um caos, o castelo de cartas desaba, sua vida perde a paz, se é que tinha alguma.
Eu sempre digo que temos que aprender a nos adaptar as várias circunstâncias e oscilações da vida, é por isso que controlar os gastos é fundamental para que isso aconteça. Afinal, uma hora você pode estar bem, outra não, o dinheiro é assim, algo inseguro e sem certezas, e vive bem que se adapta melhor. Paulo já falou em Filipenses 4:12:
“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade”.
Desde novo, aprendi a viver uma vida moderada e simples, sem exageros, tomando cuidado para não dar um passo maior que a perna. Nunca admiti perder o meu sono por falta de dinheiro ou preocupações financeiras é por isso que cuido muito desta área da minha vida. Richard Foster no livro: Celebração da Disciplina, oferece dez dicas de como cultivar uma vida de simplicidade. Sempre lembrando que ser simples, não é ser pobre ou andar como um mendigo, e sim, cultivar uma vida moderada e centrada, abordarei os dez tópicos de uma forma sintetizada.
1 – Compre coisas pela utilidade que tem e não pelo status que confere.
2 – Rejeite qualquer coisa que crie em você alguma dependência, aprenda a distinguir entre uma necessidade psicológica real, como um ambiente agradável, e um vício.
3 – Desenvolva o hábito de dar coisas. Se descobrir que está apegando a algum bem, pense na possibilidade de doá-lo e qualquer que precise dele.
4 – Recuse a propaganda feita pelos guardiões da moderna quinquilharia eletrônica.
5 – Aprenda a desfrutar das coisas sem possuí-las.
6 – Desenvolva um apreço profundo pela criação (natureza).
7 – Examine com ceticismo saudável todas as propostas “compre agora, pague depois”.
8 – Obedeça as instruções de Jesus sobre falar direta e honestamente: “ Seja o seu sim, sim, e o seu não, Não o que passar disso vem do maligno” (Mateus 5:37).
9 – Rejeite qualquer coisa que seja instrumento de opressão, não explore outras pessoas, não deixe que sua avidez por riqueza, empobreça outros, seja justo quando pagar uma pessoa.
10 – Afaste-se de qualquer coisa que o distraia de sua busca pelo Reino de Deus.
Vivemos em um mundo onde o ter é mais importante. Poucos valorizam o que tem e poucos se satisfazem com o que possui. A ordem do dia é sempre ter a tecnologia mais nova, o modelo mais novo, e com isso vamos caindo em armadilhas que sugam a nossa paz. Acredito que o segredo está na moderação, e é isso que devemos buscar e é isso que estas dez questões tentam trazer.
Algumas destas propostas podem parecerem difíceis, mas nos ajudam a manter uma vida equilibrada. Afinal, quando o seu interior esta bem, acaba ocasionando uma mudança nas outras áreas pessoais. Quando você não é dominado por algo, você fica livre para buscar o que realmente importa. Millôr Fernandes já nos alertou:
“O importante é ter sem que o ter te tenha”
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SOMOS UM CORPO
Uns dias atrás eu estava indo embora para casa depois de ensaiar com a minha banda, quando me deparo com alguns mendigos dizendo Jesus te ama, para umas crentes que saíam da igreja. A verdade é que eu morri de rir, pois as senhoras passavam sem olhar para aqueles homens, mas depois daquele episódio parei para refletir.
Não sei o que nos leva a tratarmos o próximo como pessoas diferentes, alguns indivíduos nem tratamos como pessoas. Acostumamos a rotular as coisas, que criamos em nossa mente indivíduos de outra raça, outra estirpe, que não merece a nossa atenção. Pior é que muitas vezes nem achamos que algumas pessoas são iguais a nós. O ser humano é um ser ímpar, onde em muitos momentos parece não se considerar igual a todos, se escondendo atrás de dinheiro, crenças e status.
O engraçado é que enquanto nos descrevemos como seres ímpares e importantes. A Bíblia nos descreve como pó, um nada, algo minúsculo e quase invisível. Ela fala que viemos do pó, fomos feito de partículas pequenas e insignificantes, mas mesmo diante destas descrições o homem tem o dom de se engrandecer perante todos. Custamos a nos ver como corpo de Cristo e quando assim o fazemos, tentamos apenas cumprir os protocolos que um culto exige e depois de feita a nossa parte, retornamos ao individualismo.
Paulo em Coríntios (1Coríntios 12:12) nos descreve como corpo, como um só, salientando a importância da união e deixando claro como é impossível vivermos fora deste corpo. Calvino em sua principal obra, As Institutas, dá uma ótima interpretação para este texto de Paulo:
“Nenhum membro tem a sua função visando a si próprio, nem a aplica para uso privado; pelo contrário, libera-a aos membros associados, não para extrair daí qualquer vantagem, senão a que procede do proveito comum de todo o corpo”.
A pergunta que faço é: nós somos mesmo um corpo? Estamos tentando trabalhar para que o corpo de Cristo aqui na terra faça diferença?
Pois quando ouvimos notícias dos crentes morrendo, passando necessidades ou sofrendo em algum lugar, nos sentimos atingidos por estas notícias? Conseguimos entender a profundidade dos pedidos de ajuda e a importância de nos preocuparmos com estes cristãos?
Recentemente duzentas mulheres nigerianas foram libertadas pelo grupo radical Islâmico Boko Haram, possivelmente todas estão grávidas por terem sofrido estupros diários. A igreja tem se preocupado com estas pessoas? Ela tem orado, chorado ou ajudado estes injustiçados?
E sobre a corrupção no Brasil, a igreja tem se levantado contra este mal sistêmico? Ela tem tentado usar a sua influência para combater esta prática? Mas farei uma pergunta mais simples: você se preocupa com os necessitados de sua igreja, bairro ou comunidade? Você tem se preocupado com os moradores de áreas de risco, com os pobres e doentes?
Antônio Ermírio de Moraes disse em uma entrevista para o programa provocações, que toda a vez que vê uma pessoa dormindo debaixo da ponte ele se sente responsável. Pois quem tem condições deve se preocupar com quem não tem, somos responsáveis por fazer alguma coisa para que o nosso país mude.
Estamos tendo a mentalidade como a deste empresário? Ou estamos nos fechando em nossas igrejas, sem nos lembrar que se preocupar com os necessitados também é a nossa tarefa (Tiago 2:14-17, Mateus 25:35-40).
A igreja por séculos catalogou alguns pecados capitais, mas deu pouca importância ao individualismo. O cristão atual não pensa mais como parte de um corpo, ele tem pensado como únicos, individualistas e hedonistas, se importando mais com a placa da igreja ou com as suas necessidades, que com pessoas. E não confunda individualista com individual:
Individual: Que se refere a indivíduo ou a indivíduos.
Individualista: Posição de espírito oposta à solidariedade, a capacidade de poder existir separadamente.
Fico pensando o quanto a igreja poderia fazer se fosse mais unida, olhando o necessitado ou a pessoa diferente sem preconceitos ou reservas. Já é tempo de refletirmos e pensarmos que futuro buscamos para a igreja contemporânea, se realmente queremos fazer diferença ou não e sem união, isso não acontece.
Pedimos perdão por tantos pecados, mas esquecemos do pecado do individualismo, somos um corpo com Cristo como cabeça, já passou da hora de nos unirmos para fazermos diferença. Ai você me diz:
Cara, o discurso é até bonito mas é muito utópico, afinal, é impossível atender a tantos necessitados, é impossível fazer diferença ante tanto caos, mas uma das respostas que dou é:
Quem esta falando em resultados?
Não fomos chamados para dar resultados ou somar uma quantidade de almas alcançadas, muito menos chamados para somar indivíduos ajudados, fomos chamados para fazer, para pregar e servir. A outra resposta que dou não é nada original, peguei da Madre Teresa de Calcutá, quando foi indagada com uma pergunta semelhante.
“O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor”.
BIBLIOGRAFIA
CARSON. DA. Comentário Bíblico Vida Nova. SÃO PAULO – SP, EDITORA VIDA NOVA, 2012.
CHAMPLIN, R.N; Novo Testamento interpretado versículo à versículo; 5 edição; São Paulo; Editora Hagnos; 2001.
CALVINO, João, As Institutas, Tratado da Religião Cristã, Editora Cultura Cristã, São Paulo.
BRUCE, FF, Comentário Bíblico NVI, Editora Vida nova, São Paulo, 2008.
Bíblia Sagrada – Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus, São Paulo, 2008.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Ed. Soc. Bíblica do Brasil ; São Paulo; 2000.
Dicionário. (2009). Michaelis. Acesso em 05 de 06 de 2015, disponível em Michaelis: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=individual.
Dicionário. (2009). Michaelis. Acesso em 05 de 06 de 2015, disponível em Michaelis: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=individualismo.
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O SOFRIMENTO
Na vida temos poucas certezas. Uma delas é que não passaremos por essa vida sem problemas. E com eles vem o sofrimento. Se conseguirmos entender um pouco mais sobre o sofrimento conseguiremos administrar melhor nossas dificuldades.
Temos a tendência de procurar os responsáveis por nosso sofrimento, tentando nos livrar do problema. Qual é, porém, a sua verdadeira origem? Não podemos elaborar verdades simplórias sobre questões como essa, pois a vida é complexa, dinâmica, e cheia de alternativas. A tendência humana é responsabilizar o destino, o acaso ou até Deus pelo nosso sofrimento. Mas geralmente a origem dos nossos sofrimentos é o próprio ser humano. O ser humano gerencia o planeta, desenvolve sistemas para cada vez mais ter o controle absoluto de tudo. E são geralmente as consequências dos atos do homem que causam sofrimento.
Culpamos a Deus por boa parte do sofrimento. Mas de quem é a culpa pela fome no mundo ? Quem é responsável pela distribuição das riquezas que temos em nosso país ? Por um acaso é Deus quem puxa o gatilho de uma arma que deixa crianças órfãs ?
O exemplo mais claro dessa verdade é a situação caótica na qual o meio ambiente se encontra. A natureza não é um ser vivo que se vinga das agressões. É como num jogo de tênis, onde a natureza simplesmente nos devolve a bola que jogamos a ela. Ou seja. Estamos colhendo os frutos de nossos atos. Tomamos atitudes e elas nos trarão sofrimento. Esses são apenas os pequenos exemplos de que nós somos os maiores causadores de problemas. Podemos então dizer que o sofrimento é uma herança de nossa maldade.
Há, porém, aquelas situações nas quais a própria vida nos inflige muito sofrimento sem que tenhamos contribuído para isso. Nessas situações nos sentimos muito injustiçados, e não sabemos como lidar com isso. É o momento que devemos lembrar que o maior problema do sofrimento, não é ele em si, mas sim a forma que lidamos com ele.
A primeira coisa a fazer é aproveitar a situação para crescermos como pessoa. É em meio as dificuldades que amadurecemos. O ouro é purificado pelo fogo. É com os ventos fortes que as árvores criam resistência nas raízes. Se uma árvore nunca fosse submetida a ventos, qualquer brisa a derrubaria. Assim também é conosco. É isso que temos que ter em mente quando passamos por dificuldades. Uma vez que temos essa consciência, tudo se torna mais fácil. Não digo que devemos gostar do sofrimento, mas aceita-lo como parte da vida, e uma oportunidade para aprender. A vida é uma eterna escola. Estaremos aprendendo até o ultimo dia de nossa vida. Da própria morte estaremos aprendendo, pois nunca passamos por ela. Deus não é Zeus que está sentado nas nuvens, nos açoitando com problemas em forma de raios. Muito pelo contrário Ele nos carrega, nos dá suporte, sem que muitas vezes nos darmos conta disso. Ele não é uma fábrica de sofrimento, mas sim uma fonte de descanso.
Bruno Wedel: Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Betânia de Curitiba, pós-graduado em Teologia e Cultura pela Faculdade Wpós.
